Causa Galiza convoca Dia da Pátria unitário do soberanismo

16 de Julho de 2008

A entidade soberanista Causa Galiza convoca o seu segundo Dia da Pátria sob a legenda 'Soberania nacional', contando mais um ano com o apoio das diferentes expressons do independentismo galego de esquerda. Culmina assim um ano de trabalho que incluiu algumhas intervençons unitárias como a manifestaçom do 6 de Dezembro em Vigo.

Embora nom se tenha avançado na consolidaçom do projecto, os sectores que apostam na unidade julgam positiva a existência do espaço de encontro que Causa Galiza vem representando no último ano e meio. Segundo fijo público no dia 15, a manifestaçom deste ano partirá da Alameda compostelana às 13h30, incluindo nom apenas a reivindicaçom central de Causa Galiza -a autodeterminaçom nacional, mas também outras relacionadas com as luitas sociais desenvolvidas no nosso país nos últimos 12 meses.

NÓS-Unidade Popular apoia a iniciativa de Causa Galiza e os actos convocados por BRIGA

NÓS-UP, umha das organizaçons apoiantes da dinámica unitária representada por Causa Galiza, já manifestou a sua adesom à convocatória soberanista deste 25 de Julho, "assumindo as análises e reivindicaçons recolhidas no manifesto e no decálogo feito público por essa entidade nos últimos dias." A formaçom independentista e socialista apiou também publicamente a IV Jornada de Rebeliom Juvenil organizada por BRIGA para a véspera do Dia da Pátria.

Reproduzimos a seguir o manifesto difundido por NÓS-Unidade Popular:

25-J Dia da Pátria: Galiza é a nossa Naçom; obreira a nossa classe

O Dia da Pátria de 2008 coincide com o terceiro aniversário do governo PSOE-BNG na Junta da Galiza. O balanço destes mais de 1.000 dias de gestom do bipartido é desolador. Nengumha das raquíticas promessas do acordo de governo foi aplicada. A política económica, sociolaboral, cultural, ambiental, identitária do tandem Tourinho-Quintana é simplesmente continuísta à da era Fraga.

As expectativas depositadas por amplos sectores sociais ficárom em simples águas de bacalhau. A mudança tranquila nom passou de umha mera palavra de ordem que só beneficia a corrupta casta burocrática e funcionarial que aplica a patir de Sam Caetano e das fundaçons privadas políticas neoliberais e regionalistas.

O governinho PSOE-BNG tem cumprido exclusivamente com os desejos e as necessidades dos donos deste país, satisfazendo Madrid e Bruxelas, as multinacionais e o grande Capital, supeditando-se obedientemente ao quadro constitucional e autonómico imposto polo franquismo. Três anos perdidos, pois, na construçom nacional da Galiza.

Mas este 25 de Julho também tem lugar numha conjuntura adversa e difícil para a imensa maioria social que conformamos a Naçom Galega. A grave crise económica do capitalismo está a golpear com força nas condiçons de trabalho e de vida da classe trabalhadora. O desemprego aumenta, os salários estám congelados, a precariedade laboral segue imparáveis tendências alcistas, a pobreza e a exclusom social cresce, a emigraçom é um fenómeno em alta, enquanto se incrementa a inflaçom e os preços dos alimentos de consumo básico, a electricidade, os combustíveis, as hipotecas nom deixam de subir.

Nem o governo espanhol nem o seu apêndice na Comunidade Autónoma adoptam medidas de choque tendentes a paliar os efeitos da crise sobre a maioria social, optando por manter políticas neoliberais que fam recair sobre a classe trabalhadora, basicamente sobre aqueles sectores mais fracos da mesma, -a juventude, pensionistas, mulheres e imigrantes, as suas funestas consequências. Mas, enquanto isto sucede, os bancos, as companhias seguradoras, as grandes empresas, o grande capital consegue aumentar a sua obscena taxa de ganho.

É necessário avançar na configuraçom de um amplo movimento social de protesto para fazer frente à insanciável voracidade da burguesia, para defender os nossos direitos laborais e as nossas condiçons de vida. A classe trabalhadora galega tem que responder com contundência e de forma maciça à crise que nos querem fazer pagar. Há que caminhar face umha greve geral.

As épocas de crise, de ausência de expectativas, de falta de horizontes, de desencanto e ansiedade, som as mais proclives para projectar colectivamente em causas alheias as frustraçons individuais. Enganam-se aqueles e aquelas compatriotas que, abraçando bandeiras foráneas, fundindo-se em alegria com as cores do fascismo e do imperialismo espanhol, coincidindo com os responsáveis pola sua frustraçom em celebraçons promovidas polo regime, vam encontrar o caminho para sair do buraco ao que nos condena Espanha e o Capital.

A luita é a única via para recuperarmos o nível de vida perdido, as condiçons de trabalho arrebatadas, o orgulho de sermos galeg@s, a alegria que nos roubárom. Isto na Galiza está representado pola nossa bandeira, a das cores branca, azul e vermelha.

A esquerda independentista e socialista galega articulada à volta de NÓS-UP apela para que o conjunto da classe trabalhadora da Galiza secunde a mobilizaçom pola Soberania Nacional que convoca a entidade autodeterminista Causa Galiza o 25 de Julho às 13.30 horas na Alameda de Compostela.

Que os ricos paguem a crise!

Contra o Estatuto e a Constituiçom, adiante a luita pola autodeterminaçom!

PP, PSOE, BNG a mesma merda é!

Viva Galiza livre, socialista e nom patriarcal!

Galiza, 25 de Julho de 2008

 

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