Constituído 'Capítulo Galiza' da Coordenadora Continental Bolivariana

23 de Julho de 2008

Junto ao País Basco, a Galiza converte-se no segundo povo sem Estado europeu a aderir ao movimento internacional articulado em torno das luitas bolivarianas na América Latina. Um movimento denominado Coordenadora Continental Bolivariana, que se organiza em 'capítulos' correspondentes a cada país apoiante da Coordenadora. Os objectivos e motivos desta iniciativa som explicados no comunicado feito público polo 'Capítulo Galiza', que reproduzimos na íntegra e pode ser consultado no seu blogue e no site da Agencia Bolivariana de Prensa.

Constituído o Capítulo Galiza da Coordenadora Continental Bolivariana

A verdadeira realidade de América Latina é ocultada e deformada polos grandes meios de comunicaçom. As grandes agências de informaçom difundem umha imagem completamente deturpada dos processos em curso na Venezuela, Equador e Bolívia, sendo a situaçom colombiana paradigmática desta estratégia de intoxicaçom.

As luitas populares som ocultadas, a repressom estatal nom existe, a resistência armada contra o regime oligárquico de Bogotá é estigmatizada empregando as piores artes da manipulaçom. As FARC-EP som simplesmente tildadas de puro terrorismo ao serviço do narcotráfico e a realidade da Colômbia é maquilhada apresentando o regime narco-para-terrorista de Álvaro Uribe como um exemplo de democracia ocidental.

Há uns dias, após ser sequestrado em Bogotá 22 de Abril pola polícia política de Uribe, apareceu o cadáver do Presidente do Sindicato dos Servidores Públicos da Contraloría Distrital –Sinserpub-, Guillermo Rivera Fúquene, cujo corpo sem vida foi localizado na cidade de Ibagué, Departamento de Tolima, a terça-feira 15 de Julho. Com o assassinato de Guillermo já som 29 o número de sindicalistas assassinados este ano na Colômbia.

Eis parte da realidade que os meios de comunicaçom da Galiza omitem. Nom se pode seguir ignorando os crimes do uribismo, as mais de 15.000 desapariçons, o deslocamento de quatro milhons de pessoas, basicamente camponeses, e o assassinato permanente de líderes do movimento popular e da oposiçom política.

Enquanto se pretende forçar a rendiçom da resistência armada (FARC e ELN) que garante a defesa da vida e as propriedades de milhons de pessoas e a soberania da Colômbia perante os planos anexionistas dos USA, os meios deformam a realidade do conflito interno colombiano. Nen umha só linha sobre as condiçons de vida dos centenares de prisioneir@s políticos nas cadeias do Estado, nem umha só linha sobre os milhares de crianças que anualmente morrem de fame, desnutriçom e falta de cuidados médicos, nem umha só linha sobre a pobreza extrema na que sobrevive umha boa parte da populaçom colombiana, nem umha só linha sobre a violência dos grupos paramilitares ao serviço da oligarquia, nem umha só linha sobre as atrocidades e crimes de guerra do exército colombiano sobre a populaçom civil.

Coincidindo com o ano em que comemoramos o 80 aniversário do nascimento do Che Guevara, um grupo de mulheres e homens de diferentes correntes da esquerda independentista e soberanista galega vimos de constituir o Capítulo Galiza, a secçom galega, da Coordenadora Continental Bolivariana.

A CCB é um espaço unitário, amplo, participativo e democrático, no qual podem convergir organizaçons juvenis, políticas, sociais, culturais, estudantis, etc, ou pessoas a título individual para estabelecer coordenaçom à volta de umha plataforma comum de luita.

Os principais objectivos do Capítulo Galego da Coordenadora Continental Bolivariana som difundir na Galiza o processo revolucionário em curso em diversas partes do continente; apoiar sem reservas a luita anti-imperialista e polo socialismo; procurar apoios e adesons à causa bolivariana e guevarista na Galiza rebelde e combativa; impulsionar projectos de cooperaçom, intercámbio, solidariedade e conhecimento mútuo entre o povo trabalhador galego e os povos latino-americanos e caribenhos; recuperar e difundir os históricos laços entre a Galiza e a Pátria Grande de Bolívar; reforçar a luita anti-imperialista e anticapitalista, pola soberania nacional no caminho de Socialismo do século XXI na Galiza e no mundo.

Aproveitamos a ocasiom para transmitir umha saudaçom revolucionária.

Galiza, 22 de Julho de 2008

 

 

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