PSOE e BNG mantenhem a barreira dos 5% para aceder ao Parlamento, imposta na Era Fraga

15 de Dezembro de 2008

Imposta por Manuel Fraga em 1993, para evitar o acesso de partidos minoritários, a medida de elevar de 3% para 5% a percentagem de votos para atingir representaçom institucional nas eleiçons autonómicas foi rejeitada na altura polo BNG e pola sucursal galega do PSOE. Agora, a poucos meses das primeiras eleiçons convocadas com esses partidos no poder da autonomia, a barreira anti-partidos minoritários já é do gosto tanto do PSOE como do BNG.

Há que lembrar que noutras eleiçons, como as do parlamento espanhol, a barreira é de 3%, o que limita um pouco mais a hegemonia dos grandes partidos de poder. Esse era o discurso do BNG quando tinha resultados mais modestos (chegou a contar com só um deputado autonómico). Agora, a autoritária elevaçom do mínimo para ter representaçom no parlamento autónomo, aprovada em solitário polo PP de Fraga, já conseguiu o consenso dos três ocupantes da cámara autonómica.

O curioso do assunto é que o posicionamento do PSOE e do BNG responde ao pedido de outro partido oportunista, Izquierda Unida, que só a partir da sua queda espectacular na representaçom institucional a nível estatal se lembrou de pedir umha democratizaçom do acesso às instituiçons por parte das opçons eleitorais minoritárias.

Os supostos progressistas empoleirados à cámara autonómica dim que o feito polo franquista Manuel Fraga bem feito está, e Izquierda Unida continuará a tê-lo complicado para rabunhar algumha migalha do sistema na Galiza autonómica.

 

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