Informe anual de Greenpeace denuncia "desprezo da Administraçom polo cuidado da costa galega"

4 de Julho de 2008

A entidade ambientalista internacional Greenpeace difundiu umha nova ediçom do seu informe anual "A toda costa", dedicado a analisar o estado das áreas costeiras sob administraçom espanhola, na Península Ibérica, no arquipélago africano das Canárias e nas colónias norte-africanas de Ceuta e Melilha.

No capítulo dedicado à Galiza, Greenpeace relata os ámbitos da actividade socioeconómica que mais agressons estám a supor para a costa galega. Os portos desportivos, a produçom acuícola, as urbanizaçons, as infraestruturas viárias, os recheios, privatizaçons de terrenos e a actividade poluente de carácter industrial som os focos permanentes de degradaçom das terras costeiras da Galiza.

Greenpeace, que por algum motivo pouco ecológico continua a ser refractária ao uso do galego nos seus informes, fai um interessante repasso polas principais desfeitas ambientais em cada um dos ámbitos de actividade referidos.

No que di respeito às urbanizaçons e outras agressons urbanísticas, o informe cita concelhos como Arteijo, Fisterra, Mugardos, Oleiros, Gondomar, Nigrám, Ogrove, Barreiros, Moanha, Sada ou Sam Genjo. O modelo de especulaçom e destruiçom do território é denominado 'Método Mediterráneo' por Greenpeace, em referência aos conhecidos efeitos dessas mesmas políticas na faixa costeira mediterránica da Península.

No caso dos portos desportivos, Cangas, Bouças, Teis, Baiona, Sada, Cedeira, Nigrám, Bueu, Ortigueira, Minho e Pontedeume aparecem entre os lugares mais ameaçados ou já agredidos. As piscifactorias projectadas em Corrubedo, Quilmas, Corcubiom, Merexo, Camelhe, Arou, Atardeceres e mais de 20 lugares mais completam a paisagem do desaster nas costas do nosso país.

Outra epígrafe tratada no informe que comentamos é a dos despejos industriais e urbanos nom depurados em rias como a de Corcubiom (Ferroatlántica), o Burgo (indústrias e urbanos), Ponte Vedra (Elnosa), Ferrol (Reganosa)...

Em definitivo, estamos perante mais um sinal de alarme que demonstra que o actual governo da Junta (máximo responsável) nom só nom corrigiu as tendências do PP, como assentou o modelo de desenvolvimento linear, de máximo lucro e mínima sustentabilidade como fórmula do chamado 'progresso' que está levando à agonia a vida e a riqueza natural das costas da Galiza.

 

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