Sucedem-se agressons e ameaças ao emprego em diferentes pontos da Galiza

16 de Dezembro de 2008

A crise capitalista torna cada vez mais patente na vida real das trabalhadoras e dos trabalhadores galegos, em agressons concretas protagonizadas polo patronato em diferentes pontos do País. Expedientes de Regulaçom de Emprego som apresentados como receita por cada vez mais empresas para fazer pagar aos de sempre os problemas do capital.

É o caso de Eshor, empresa da construçom que nos últimos anos registou um espectacular enriquecimento e crescimento até atingir as mais de 600 pessoas a trabalhar nas suas obras, primeiro em Trasancos e depois noutras regions da Galiza, em Espanha e em Portugal. A exploraçom despudorada de imigrantes foi um recurso importante para esse enriquecimento, que agora dá passagem a um ERE que ameaça quase metade do quadro de pessoal (150 trabalhadores), com o acordo dos representantes sindicais, excepto a CIG.

Nom é um caso único. No Porrinho, um caso de pura especulaçom empresarial com dinheiro público vai caminho também de um desfecho em forma de Expediente de Regulaçom de Emprego contra o totalidade das mais de 90 pessoas empregadas. Trata-se de Cablerías Auto, que recolheu o quadro de pessoal da antiga Valeo, aquando da deslocalizaçom dessa empresa, em 2006. Agora, a direcçom quer dar cabo da firma e ficar com os terrenos para especular, após ter recebido ajudas públicas da Junta para garantir a continuidade da actividade.

Também no sector do telemarketing podemos ver as receitas que estám a ser aplicadas polos patrons, com a cumplicidade das administraçons públicas. Na Corunha, Atento (filial de Telefónica) está em processo de despedimento de 84 trabalhadoras e a transferência obrigatória de outras 26 a Leom, no que se configura como um progressivo desmantelamento da empresa na cidade galega.

Podemos referir ainda o conflito aberto em Caramelo, na zona industrial da Agrela, na Corunha, onde essa firma quer despedir 120 pessoas como parte de umha estratégia de deslocalizaçom da actividade. A queda da produçom própria, decidida pola direcçom empresarial, em favor da importaçom de peças, aponta também para essa estratégia que, como nos casos acima referidos, fai recair nos ombros dos operários e das operárias o peso da crise do capital.

 

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