O custo salarial na Galiza, entre os mais baixos do Estado espanhol

17 de Março de 2009

A classe trabalhadora galega está entre a pior paga do Estado, só acima da Estremadura e das Canárias, segundo dados oficiais do Inquérito Trimestral de Custo Laboral correspondente ao quarto trimestre de 2008. Na Galiza, os trabalhadores e as trabalhadoras ganham, em média, 16,33 euros por hora, o que supom 6,07 euros abaixo da média espanhola.

O referido informe, publicado polo Instituto Nacional (espanhol) da Estatística, atribui aos trabalhadores e às trabalhadoras galegas o 3º pior posto no ranking dos custos salariais no Estado espanhol, com 1.646,68 euros por mês, apesar de ter crescido no último período interanual.

No extremo oposto, as Comunidades Autónomas com custos laborais mais elevados ficam a do País Basco, a de Madrid, a Navarra e a da Catalunha, por essa ordem.

Quanto à Galiza, no último quadrimestre de 2008 tenhem vindo a aumentar de maneira significativa (24%) os custos laborais associados aos despedimentos e fins de contrato.

O mercado laboral galego está a sofrer as convulsons associadas à profunda crise económica em curso, com grande número de regulaçons e despedimentos, nom apenas na construçom civil, mas também em sectores como o automobilístico, com numerosos ERE's apoiados pola Conselharia do Trabalho nos primeiros meses deste ano.

A recepçom de ajudas públicas a empresas da automoçom ou do sector lácteo nom impede que continuem a reduzir quadros de pessoal, segundo denunciam representantes obreiros de diferentes firmas e sectores.

Entretanto, o patronato endurece as suas posiçons com propostas de aumentos salariais nom superiores a 1% anunciadas pola CEOE que os empresários, sarcasticamente, definem como medida "solidária" e que deixa no ar a assinatura de numerosos convénios. O dirigente patronal galego Antonio Fontenla concordou com os seus colegas espanhóis, referindo-se à classe trabalhadora com umha sentença conhecida: "toca apertar o cinto".

 

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