Desemprego continua a subir, e os deputados a roubar

4 de Fevereiro de 2009

No início de 2009, confirma-se a alta do desemprego no mercado laboral galego, com 11.413 novas trabalhadoras e trabalhadores inscritos nas listas oficiais correspondentes à Comunidade Autónoma da Galiza, o que significa mais 6,01% em relaçom ao passado mês de Dezembro, e situa o número total de desempregadas e desempregados reconhecidos na CAG em 201.316.

Ao anterior deve acrescentar-se a queda no numero de pessoas que quotizam na Segurança Social, quase 20.000 menos do que em Dezembro (19.474, concretamente, 1,85% menos). No último ano, a queda foi de 36.269, quer dizer, 3,38% de reduçom no número de quotizantes.

O aumento interanual do desemprego na Galiza quadriprovincial foi de 40.154, segundo os dados oficiais feitos públicos onte, o que significa mais 24,92%. Comparando entre sexos, há 89.558 novos homens no desemprego em Janeiro, face às 111.758 mulheres. Deve salientar-se ainda a importante incidência da falta de emprego entre a massa operária menor de 25 anos, pois nessa faixa etária se atingem os 11.996 homens e as 9.106 mulheres.

Coincidindo com a pré-campanha eleitoral e com os cantos de sereia dos três partidos parlamentares que anunciam grandes vantagens para os próximos quatro anos, todos os sectores de actividade registam subidas importantes no desemprego, com destaque para os serviços, a construçom, a indústria e a agricultura.

Quanto ao número de contratos assinados, diminuiu em Janeiro em relaçom à mesma altura de 2008 (-27,57%). Do toatl de 54.595 assinados, 6.928 fôrom indefinidos e 47.667 temporários.

... e os políticos a roubar

Todo indica que essa continuará a ser a tendência nos próximos meses, sem que se enxergue o fim do tunel da crise capitalista, mas isso nom impede que os deputados e deputadas das três formaçons com representaçom parlamentar autonómica, PP, PSOE e BNG, continuem a roubar quanto podem dos fundos públicos.

A última foi a despedida dos deputados autonómicos no fim da legislatura. Vários meios informárom de que, apesar de ter concluído a actividade a inícios de Janeiro, todos concordárom em manter os salários e ajudas de custo até Março.

Em concreto, os integrantes da Cámara autonómica com dedicaçom exclusiva vam cobrar 9.600 euros, enquanto os e as que só tenhem dedicaçom parcial "só" cobrarám 4.800 euros por nom fazer nada. Nom está mal, tendo em conta que a sua actividade com parlamentares há um mês que já concluiu.

Nom há dúvida que os partidos de ordem sabem que há umha série de assuntos "sérios" em que é imprescindível atingir umha série de consensos...

NÓS-Unidade Popular emitiu um comunicado em que comenta o caso.

 

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