Audiência Nacional embarga independentista acusado de queimar a figura do rei espanhol

17 de Dezembro de 2008

NÓS-Unidade Popular fijo público um comunicado em que explica a situaçom dos dous independentistas acusados de participarem na queima simbólica do Bourbon há um ano, no fim de umha manifestaçom de Causa Galiza pola autodeterminaçom, em Vigo.

À espera do julgamento, que ainda nom tem data definitiva, um dos argüidos, Santiago Mendes, já tivo notícias do magistrado Grande-Marlaska: o apartamento em que moram ele e a família foi embargado por ordem da Audiência Nacional para garantir a fiança de 5.000 euros imposta em conceito de "resposabilidades pecuniárias".

Estamos perante um caso evidente da falta de garantias democráticas no Estado espanhol, onde umha mesma acçom: a queima de fotos ou bonecos representando Juan Carlos I, pode conduzir à absolviçom, a multas variadas (como vimos no caso dos companheiros cataláns), ou a embargos desproporcionados prévios a qualquer condena, como no caso do nosso compatriota.

Reproduzimos a seguir o comunicado de NÓS-Unidade Popular sobre a questom, que também pode ser consultado aqui:

NÓS-Unidade Popular manifesta todo o apoio ao seu militante Santiago Mendes, embargado por ordem da Audiência Nacional

Dentro do processo que se segue na Audiência Nacional contra dous militantes independentistas galegos pola queima de umha figura em madeira do rei espanhol, o juiz Grande-Marlaska ditou o embargo do nosso companheiro Santiago Mendes, para cobrir o valor dos 5.000 euros marcados preventivamente em conceito de “responsabilidades pecuniárias”.

A investigaçom ordenada polo referido juiz contra Santiago, à procura de bens sobre os quais actuar, levou-no a resolver o embargo do apartamento em que moram Santiago, a sua companheira e as três filhas, a sua única vivenda familiar.

Achamos de extrema gravidade a decisom repressiva tomada polo juiz da Audiência Nacional, contra um trabalhador galego que se limitou a reivindicar o fim da monarquia parasitária que impom o sistema actual e impede o exercício dos direitos nacionais galegos.

De maneira inaudita, a simples acusaçom pola queima simbólica da figura monárquica, acontecida no dia 6 de Dezembro no fim de umha manifestaçom pola autodeterminaçom da Galiza, levou já ao embargo do apartamento hipotecado em que mora a família de Santiago, à espera do seu julgamento junto a Alexandre Bolívar.

NÓS-Unidade Popular reclama a anulaçom da providência judicial contra o nosso companheiro e reclama a livre absolviçom dos dous independentistas. Exigimos também o fim das medidas antidemocráticas que o Estado espanhol vem impondo contra os movimentos soberanistas e anti-monárquicos, que ponhem em questom seriamente a suposta consideraçom do regime surgido de 1978 como Estado de direito.

Direcçom Nacional de NÓS-Unidade Popular

Galiza, 16 de Dezembro de 2008

 

 

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