A Junta da Galiza entrega a maos privadas a gestom da energia eólica

26 de Dezembro de 2008

Sem dar ouvidos às reivindicaçons do movimento ambientalista, que reclamavam a aprovaçom de um novo Plano Eólico, previamente a qualquer cessom de direitos de exploraçom do território galego para novos parques eólicos, a Conselharia da Indústria fijo pública a admissom a trámite de 2.290 megavátios dos 2.325 previstos para autorizar o funcionamento de quase 800 novos parques eólicos.

A precipitada decisom, provocada pola proximidade das eleiçons autonómicas, dá preferência às contas partidistas sobre às necessidades objectivas de umha economia sustentável para a Galiza, ao evitar estabelecer normas ambientalmente exigentes antes de um mais do que questionável alargamento em massa dos parques para a exploraçom eólica no nosso país.

Tal e como denuncia a Federaçom Ecologista Galega, o conselheiro Fernando Branco fai batota ao dizer que o concurso respeita a Rede Natura, umha vez que numerosas zonas que vam passar a integrar essa rede de espaços protegidos sim fam parte das repartidas pola Junta.

Para além do relativo à agressom puramente ambiental, umha vez visto o resultado do concurso, chama a atençom o carácter maioritário do capital privado no reparto, que deixa a Junta com menos de 15% (325,74 megavátios, 14,2%) do total ofertado, face a empresas como Eólica Galenova (fachada 'eólica' de Caixanova), Aucosa (ligada a várias conserveiras viguesas) ou Norvento (co-participada polo empresário luguês Fernández Castro e Caixa Galicia), que juntas quase dobram os megavátios públicos, com 644).

Enerxías Renovables de Galicia (da construtora San José, de Jacinto Rei), Ventos Cooperativos (propriedade de Feiraco e outras empresas do sector leiteiro), Endesa, Acciona e, em menor medida, Unión Fenosa som algumhas das firmas privadas galegas, espanholas, bascas e portuguesas som beneficiárias de um concurso carente de garantias ambientais e de controlo público, o que se vê agravado pola entrega sem prazo de devoluçom da exploraçom dos 757 novos parques eólicos que resultarám da aplicaçom do concurso.

Tal e como tenhem denunciado as entidades ecologistas, a Junta perdeu a oportunidade de aprovar um Plano Eólico que permitisse ordenar o sector com garantias, a partir das necessidades reais da economia galega em matéria energética, do controlo popular das exploraçons e da socializaçom dos rendimentos obtidos.

Todo isso será agora mais difícil, pois as empresas contarám com direitos adquiridos de maneira indefinida graças às autorizaçons que se seguirám à decisom que tomou hoje a Conselharia da Indústria, em maos da UPG, força maioritária na direcçom do BNG.

 

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