Fidel Castro sobre Obama: Decifrando o pensamento do novo presidente

2 de Fevereiro de 2009

Oferecemos a traduçom galega do artigo publicado polo líder revolucionário cubano Fidel Castro sobre as perspectivas que começa a mostrar a legislatura recém estreada polo presidente dos EUA, Barak Obama, em temas como a ocupaçom do território cubano ou as agressons imperialistas israelitas. Publicado originariamente na revista Cuba Debate no passado dia 29 de Janeiro.

Decifrando o pensamento do novo presidente dos Estados Unidos

NOM é muito difícil. Depois da tomada de posse, Barack Obama declarou que para a devoluçom da base naval de Guantánamo a seu dono legítimo devia sopesar, em primeiro lugar, se prejudicava ou nom, no mínimo, a capacidade defensiva dos Estados Unidos.

A seguir acrescentou que, quanto à devoluçom do território ocupado a Cuba, devia considerar, sob quais concessons a parte cubana aceitaria essa soluçom, o que significa a exigência de uma mudança no seu sistema político, preço contra o qual Cuba luitou durante meio século.

Manter uma base militar em Cuba contra a vontade do nosso povoé umha violaçom dos mais elementares princípios do Direito Internacional. O presidente dos Estados Unidos tem faculdade para acatar essa norma sem condiçom algumha. O facto de nom a respeitar constitui umha acçom de soberba e abuso do seu imenso poder contra um país pequeno.

Para compreender melhor o abuso do poder do império, deve se levar em conta as declaraçons publicadas polo governo dos Estados Unidos, a 22 de Janeiro de 2009, no site oficial da Internet, depois da posse de Barack Obama. Biden e Obama resolvêrom apoiar decididamente a relaçom entre os Estados Unidos e Israel, e consideram que o indiscutível compromisso no Oriente Médio deve ser a segurança de Israel, o principal aliado dos Estados Unidos na regiom.

Os Estados Unidos nunca vam afastar-se de Israel, e o seu presidente e vice-presidente "acreditam firmemente no direito de Israel de proteger os seus cidadaos", assegura a declaraçom de princípios, que retoma nesses pontos a política do governo do antecessor de Obama, George W. Bush.

É esse o modo de compartilhar o genocídio contra os palestinianos em que caiu o nosso amigo Obama. Adoçantes similares oferece à Rússia, China, Europa, América Latina e ao resto do mundo, depois que os Estados Unidos convertêrom Israel numha importante potência nuclear que abosorve cada ano umha porçom considerável das exportaçons da próspera indústria militar do império, com que ameaça, com violência extrema, a populaçom de todos os países de crença mussulmana.

Abundam exemplos similares. Nom fai falta ser adivinho. Podem ler, para mais informaçons, as declaraçons do novo chefe do Pentágono, especialista em assuntos bélicos.

 

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