“Es evidente que se han cometido errores” (Pepeblanco, porta-voz da grima)

4 de Março de 2009

Reproduzimos o artigo assinado por Xavier Moreda sobre os resultados das eleiçons do passado domingo na Comunidade Autónoma da Galiza.

“Es evidente que se han cometido errores” (Pepeblanco, porta-voz da grima)

Confundir um resultado eleitoral com os desígnios dum Deus que castiga irascível é de autênticos ignorantes. A soberba botou-os fora. Fogem apavorados sem terem aprendido a exercer a autocrítica, sem se decatarem do que nom figérom e deixando a herança fraguista assumida como própria. Fogem com o êxito emprestado polos movimentos sociais entre as pernas (esquecêrom de imediato nunca mais!). Liscam com o comportamento do novorriquismo; sem terem ouvido os que possibilitaram a derrota de Fraga (lembram a campanha há que botá-los?) e ainda pensa Tourinho que perdeu porque nom soubo responder à “demagogia irresponsável do PP”. A quem nom soubérom responder irresponsavelmente foi à Galiza, nom Galicia! Lembram a artificialidade da sua consulta à RAG? E a ofensa dos colaboracionistas aos que defendem a língua?). Escrevo irritado, mas muito doído pola derrota; nom estou contente. Ferem os comportamentos injustos da inesquerda e a irresponsabilidade de Tourinho (ou Torito em política bilingue?) com a língua, alimentando o discurso neofascista dos “bilingüistas”. Reflictam:

1º Galiza nom é um campo de provas eleitoral: É a naçom mais ocidental da Europa. Pretender que as eleiçons galegas sirvam para analisar as espanholas é o mesmo erro derivado da mentalidade espanholista; acaso a corrupçom destapada eleitoralmente influiu nos comícios galegos? Zapatero em campanha dixo "se votades a Tourinho, votades-me a mim", quer dizer, que o PSOE já perdeu as próximas eleiçons ao congresso? quer dizer, que em Euskadi votárom por Zapatero?

2º Consagrárom, consolidárom o mercado eleitoral; a busca comercial do voto (que vocês criárom ou ajudárom a criar). A busca desesperada do centro, por parte dos partidos sistémicos, nomeadamente da inesquerda: Bloque e Partido Psoecialista, leva-os dramaticamente às falências históricas repetidas na procura desesperada de terceiras vias politico-comerciais; as mais perigosas como as de Rosa Diaz. Alimentadas e financiadas por quem?

A direita que ocupa o mesmo espaço eleitoral que a inesquerda ganhou as eleiçons com muita vantagem e vai herdar umha administraçon clientelar que eles já iniciaram na era Fraga, corregida e aumentada com administracçons paralelas e multiplicaçom do funcionariado parasitario. A direita desde séculos antes da ditadura franquista, desenvolvera um credo e um conjunto de práticas similares ao nazifascismo que se adaptou mui bem ao caciquismo criado durante cinco séculos. Ao igual que o fascismo, o falangismo em versom da “una grande y libre” foram e som, ideologias políticas que predicavam sub-repticiamente umha terceira via “apolítica”.

3º A indefiniçom ideológica da inesquerda perdeu as eleiçons, a criaçom ou reconversom dos partidos concevidos como máquinas eleitoráis afasta-os das e dos diferentes. Eles tiverom pavor do pensamento crítico, defendêrom desde a falsa equidistancia os berlusconianos de Galicia bilingüe e, se pudessem (pudérom e figérom!), eles censuram e promovem a autocensura, domesticam os galegos que já esperavam um panteom no Gaiás ou impedem porque nom a mudárom a representaçom parlamentar das minorias, com umha lei eleitoral, aquela de Fraga contra as minorias, que nunca mudárom nem emendarom. Alguns se pudessem encarcerariam qualquer que seja independentista (também o figerom!) ou milite no “progresismo”. Lembram a repressom do 8 de Fevereiro orquestrada polo vice-rei Ameixeiras, comandante em chefe da repressom? Quem diria aos ainda actuais dirigentes irresponsáveis políticos que actuariam como os seus predecessores franquistas.

4º A leal oposiçom, agora governo, inventada como tal para controlar a discordáncia limitada polos interesses corporativistas e o acordo no "fundamental” provem do fascismo, agora fascismo comercial. Formou e fai parte da base social do PP. Agora em versom rosa, de Rosa Diez. Partidários destas ideias se organizaram na transiçom (na traiçom) em partidos com nomes diversos e trouxérom até a actualidade a defesa do mesmo ideário ou de algo próximo ao passado sangrento: genocídio galego. Porém há muitos anos que aprenderom, nom se apresentam como tal. Nom é de bom gosto falar da procedência. Mas estam a perder os complexos dumha maneira agressiva desde a era Aznar. Entre as suas “virtudes”, destacam-se: o ultra-nacionalismo radical espanholista, apoiado na ideia da grande naçom detentora artificiosa do poder sobre as demais naçons sem direitos reconhecidos pola maioria opressora inconsciente e consciente: “temos o que merecemos”.

5º Onde estivérom no Ano da Memória? Vai ser o PP quem retire a simbologia fascista? A memória substrato subjectivo da história, cria rebeldia; consciência. A juventude que apenas conhece; há 40 anos de história que nom se estudam, possui só imagens emprestadas de filmes; longe da palavra escrita, e perto da iconografia da tele; a história” inventada”. Desligada dos meios tradicionais, cheiram sem olfacto a presença do fascismo comercial: franquismo, do falangismo, do fascismo sem uniformes. Defender o fascismo comercial com delicadeza e inteligência dá o tom-resposta à sociedade unida polos programas onde centos de comentaristas da actualidade trabalham emerdando. Este agiornamento do fascismo facilita através dos programas que acompanham a todo tipo de pessoas que escuitam sem discutir, vam asumindo, vítimas do tempo livre imposto polo paro a desempregadas e desempregáveis, amas e amos de casa, as circunstâncias dos policias bons dos filmes maos; responsáveis- irresponsáveis da represom orquestrada sem conhecer o funcionamento do “sistema”.

6º Que figérom por e para a higiene democrática? Porqué se inibirom das suas obrigaçons com a saúde mental de todos e todas? A berlusconizaçom ou fascismo comercial é o que mais se observa no tempo televisivo presente. Nom tem como noutrora os signos tradicionáis. Os júris populares homófobos possuídos por preconceitos ancestrais, cavernícolas, som informados primeiro pola tv com noticias já distorsionadas. Som produto dum casting ideológico onde ninguém se safa. Nom sabem exactamente a origem do que defendem, capturados pola propaganda eficiente e formadora dos meios. Ao abeiro da demagogia dos meios, o fascismo comercial tem um bom palco para os novos autos-de-fé da Santa Inquisiçom som televisados em directo antes ou paralelamente ao julgamento. Nos programas se decidem parte das legislaturas e das legislaçons!

7º Que se passa com Quintana? A pretensom de montar um PNV à galega é ineficaz e desliga das bases. Nom disimula, nom demite. As formas som parte também da democracia. Levar a um mitin a quem ía de excursom a Portugal nom é suficiente para desaparecer? Os jeitos caciquistas nom escusam nengum tipo de política. Esperemos que a desfeita devolva quem nom estivo confortável na inesquerda a ocupar e fazer ocupar o lugar que lhe corresponde... Magoa!, o mercado nom regula todo. Comeu-vos o mercado eleitoral, perante a vossa inibiçom.

Enfim, para esta análise nom necessitaríamos saber o resultado final das eleiçons, mas é a melhor prova dos erros cometidos. PSOE e BNG nom ganhárom as eleiçons de 2005, mas perdêrom sem disfarce, nom som a esquerda nem o centro, som a inesquerda. Cada um que varra a sua casa – ou corte cabeças.

 

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