Solidariedade galega aos milhares: com o heróico povo da Palestina

19 de Janeiro de 2009

O povo galego voltou a demonstrar a sua disposiçom para apoiar as causas justas, para defender a imprescindível identidade anti-imperialista numha época marcada polas guerras de destruiçom de povos inteiros em funçom dos interesses da maquinaria indústrial-militar do imperialismo.

A Palestina, como outros povos especialmente castigados polo capitalismo globalizado, encarna a resistência de todos os povos que no mundo aspiramos à verdadeira liberdade e a um novo sistema baseado na soberania, na justiça social e na ajuda mútua: o socialismo.

O povo galego viu-se confrontado com este desafio criminal do sionismo; tinha que reagir contra a aniquilaçom planificada e sistemática do irmao povo palestiniano e tinha que fazê-lo nom a partir de um pacifismo simplista e inócuo para o império, mas exigindo à classe dominante do nosso país e do nosso continente o fim do colaboracionismo com os novos nazis.

Hoje estamos em condiçons de reconhecer que, nas últimas semanas, se tem cumprido essa necessidade incontornável: a Galiza, como outros povos da Europa ocidental em que nos enquadramos, saiu às ruas de numerosas cidades e vilas. De maos dadas com os trabalhadores e as trabalhadoras imigrantes, denunciou a cínica cumplicidade da Uniom Europeia, do governo espanhol e do seu apêndice autonómico, presidido por Tourinho.

A de ontem foi a confirmaçom desse compromisso por parte de sectores importantes do nosso povo trabalhador. Sob umha convocatória muito ampla, só excludente em relaçom ao governante PSOE e à direita filo-sionista, mais de 5.000 galegos e galegas, umha grande manifestaçom, marchárom polas principais ruas da nossa capital histórica, em solidariedade com o heróico povo da Palestina.

A Quintá quase cheia testemunhou a adesom maciça do nosso povo à causa da Palestina, apesar de grande fragmentaçom que reflectia a própria composiçom da marcha. Incluso havia quem pensasse mais nas contas do dia 1 de Março (eleiçons autonómicas) que no que realmente se joga neste conflito mas, mesmo assim, a importáncia da resposta popular nom deve ser desconsiderada em nome de purismos estéreis.

O balanço da manifestaçom nacional deste domingo é, sem dúvida, positivo, sobretodo se tivermos em conta que foi convocada e organizada à margem de antigos hegemonismos como o que durante tantos anos exerceu a UPG no seio dos movimentos sociais galegos. Para além do fundamental apoio à luita palestiniana, confirmou-se umha certa revitalizaçom do movimento popular galego, livre dos dirigismos e as tutelas de outrora.

Umha boa notícia ratificada polo sucesso da iniciativa, que por isso convida a continuar o labor de construir força social de maneira paciente, constante e dialéctica, imprescindível para a articulaçom do instrumento político que o povo trabalhador galego necessita.

 

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