Comandante Iván Márquez: "Enquanto existirem as FARC ninguém poderá tirar o fusil ao Che"

2 de Agosto de 2008

As agências ANNCOL e ABP Notícias apresentam aos seus leitores a transcriçom das respostas dadas polo Comandante Iván Márquez, integrante do Secretariado do Estado Maior Central das FARC-EP, a perguntas formuladas polo jornalista William Parra de TELESUR, sobre diversos temas referidos à realidade da confrontaçom política e social que se desenvolve na Colômbia.

Em primeiro lugar, que significa a morte do comandante Manuel Marulanda Vélez e como foi assimilada polas FARC a desapariçom do seu líder histórico?

Significa a ausência dolorosa de um imprescindível; do construtor do Exército do Povo; do estratega da Campanha Bolivariana pola Nova Colômbia; do lendário comandante, artesao da concepçom táctica, operacional e estratégica das FARC e da guerra de guerrilhas móveis; do condutor político da insurgência… Manuel Marulanda Vélez -como nos versos de Neruda- "nom morreu. Está no meio da pólvora, em pé, como mecha a arder". Continua a combater nas montanhas rebeldes da eternidade. Continua vivo nos fusis da guerrilha fariana, no Plano Estratégico, na Plataforma Bolivariana pola Nova Colômbia e no anelo colectivo de Pátria Grande e o Socialismo, que som umha imensa bandeira ao vento. Perante o nosso Comandante em Chefe, perante o altar da pátria, juramos vencer, e venceremos.

Como assimilamos esta ausência? Reafirmando a nossa determinaçom de luita. Estreitando a nossa coesom. Ratificando-nos nos nossos princípios. Empunhando com mais força o livro e os fusis do imbatível escudo guerrilheiro das FARC.


Segundo o seu ponto de vista, qual é o maior legado que Manuel Marulanda Vélez deixa ao país?

Ter sentado as bases para o Novo Poder com a construçom de um exército popular bolivariano, coesionado nas suas estruturas, à volta do Plano Estratégico, irreversível no seu propósito de tomada de poder para o povo. Manuel Marulanda Vélez é exemplo de convicçom, de perseverança e de luita inclaudicável. Jamais seremos inferiores à fé que tenhem depositado os povos de Nossa América na luita de resistência das FARC. As suas manifestaçons esmagadoras de solidariedade fam-nos exclamar com o Libertador Simón Bolívar que "é imperturbável a nossa resoluçom de independência ou nada".

"Manuel Marulanda Vélez é exemplo de convicçom, de perseverança e de luita inclaudicável."


Pode você fazer umha breve semblança biográfica de Manuel Marulanda Vélez?

Estou a trabalhar umha biografia intitulada MANUEL MARULANDA VÉLEZ o herói insurgente da Colômbia de Bolívar. Por enquanto só atino a responder o seu requerimento com os destelantes versos épicos do poeta Luís Vidales:

"Canta Colômbia a Manuel, o guerrilheiro/ é este, América Latina, o que eu canto/ a este, mundo de hoje, apresento-vo-lo/ Manuel é o pai da selva colombiana/ é o pastor da paz no rebanho/ Manuel é irmao dos rios e do vento/ e lá onde é mais livre a montanha/ doce pátria para o céu, lá o sinto/ No seu louvor a noite iluminada/ larga o seu tiroteio de luceiros/ As altas terras limpas vírom-no colombiano/ e o ar puro foi-lhe dócil ao seu sonho/ A águia que passa é um disparo/ cada ave é como um papel que cruza o céu/ Para falar de pátria às árvores sussurram/ e o mastro da palma flameia a sua bandeira/ para indicar que passa o guerrilheiro/ Um momento! di a límpida manhá/ e sobre um risco do ande americano/ tira-lhe umha foto espectral de corpo enteiro/ As árvores som como esquadras do seu exército/ por defensor do pobre, parente próximo do trigo/ como a este lhe sucede: que quarenta vezes o deixárom morto/ só para ficar quarenta vezes vivo."

Morreu o comandante Marulanda num mal momento para as FARC; o mês de Março foi muito duro para a organizaçom insurgente; perdêrom nom só Raúl Reyes e Iván Ríos… Que comentário lhe merecem as circunstáncias que caracterizarom este Março de transos tam luctuosos?

Os revolucionários nom escolhemos um momento para morrer, mas em qualquer lugar onde nos surprenda a morte, bem-vinda seja, como diz o Che, sempre que este, nosso grito de luita –e isto o digo eu– de luita pola paz com justiça social, de independência, de Socialismo e Pátria Grande, chegue a um ouvido receptivo. A luita que livramos é até as últimas conseqüências porque "numha revoluçom triunfa-se ou morre-se se é verdadeira".

Os desfechos dolorosos som previsíveis num confronto e muito mais se se enfrenta a um inimigo com um grande poder de fogo, que levou a guerra à degradaçom e que tem todo o apoio da tecnologia militar de ponta e os dólares que lhe proporciona o governo dos Estados Unidos no quadro da sua espoliadora estratégia de predomínio e subjugaçom. Mas podemos afirmar que, apesar do triunfalismo mediático, estamos saindo da horrível noite de Março com novas experiências e com um horizonte claro para continuar a briga pola paz, a justiça social, a democracia verdadeira e a dignidade.

"Os desfechos dolorosos som previsíveis num confronto e muito mais se se enfrenta a um inimigo com um grande poder de fogo, que levou a guerra à degradaçom e que tem todo o apoio da tecnologia militar de ponta e os dólares que lhe proporciona o governo dos Estados Unidos"

Para muitos, estes golpes, estas mortes, deixam as FARC em difícil situaçom. Há vários analistas que consideram que esta guerrilha está quase derrotada militarmente. Estám no certo?

Nom conhecem as FARC. Confundem o desejo com a realidade e enganam-se com as suas próprias fantasias. As FARC nom som um exército de soldados bisonhos. A estas sucede-lhes o que a Bolívar, que crescia no meio da adversidade. Do fim das FARC estám a falar desde o ataque a Marquetália em Maio de 1964. Em 44 anos tenhem lançado todos os planos e operaçons militares para as aniquilar, e nom pudérom…

Primeiro, o Plano LASO, sigla em inglês que significa Operaçom Latino-Americana de Segurança; o objectivo: impedir o surgimiento de umha nova Cuba no continente, esse era o propósito da Operaçom Marquetália. Depois despregárom a Operaçom Sonora que procurava derrotar militarmente as FARC na Cordilheira Central, mas nom tivérom em conta que enfrentavam aos guerreiros de Manuel. Posteriormente, lançárom a Operaçom Centauro ou Casa Verde, mas os agressores tivérom que regressar de rabo entre as pernas a Tolemaida, onde os aguardavam os seus mentores e instrutores norte-americanos. A estas agressons seguírom-lhe como vagas os planos Thanatos, Destrutor 1, Destrutor 2, o Plano Colômbia; e, paralelamente a estes, desatárom o horror do paramilitarismo, criminal estratégia contra-insurgente do Estado que procurava destruir o que consideravam bases sociais da guerrilha a través dos massacres, as valas comuns e as motosserras.

E agora com o Plano Patriota desenhado polos estrategas do Comando Sul do exército dos Estados Unidos, com uso de sofisticadas tecnologias militares, com satélites, com avions e aparelhos nom tripulados, com um pé de força que passa dos 400 mil efectivos e milhares de assessores e mercenários gringos, com a "ajuda" militar de Washington com dezenas de helicópteros e 10 mil milhons de dólares no último período, aspiram num esforço desesperado derrotar a insurgência e o descontentamento popular. Nem o fogo, nem as bombas das operaçons militares das oligarquias e o império, nem as marchas manipuladas lograrám desarticular a resistência e a luita por umha Colômbia Nova, bolivariana.

A luita armada na Colômbia é vigente e tem lugar porque os problemas políticos, económicos e sociais que a motivárom nom desaparecêrom. Em 1984, com o Acordo de Uribe, tentamos a luita pola via eleitoral, mas a alternativa política que apresentamos, a Uniom Patriótica, foi varrida a tiros. Cinco mil fôrom os mortos pola intransigência do regime santanderista que oprime a Colômbia. Por isso agora luitamos clandestinamente através do Movimiento Bolivariano pola Nova Colômbia.

"Nas FARC há gente de principíos. Somos índios bravos. Nom nos seduzem os cantos de sereias."

Nas FARC há gente de principíos. Somos índios bravos. Nom nos seduzem os cantos de sereias. Estamos prontos para nos batermos em combate, com passo de vencedores, ao Ayacucho do século XXI, ao qual convocamos a todos os povos da Nossa América. Parafraseando a Bolívar: estamos como o sol; a brotar raios por toda a parte.

Que nos pode dizer da versom do Presidente Uribe e do ministro de defesa da Colômbia Juan Manuel Santos, que insisten em que o comandante Marulanda morreu nom em conseqüência de umha paragem cardiaca, mas polos intensos bombardeamentos ou por susto?

Com tal ideia, tanto o Presidente Uribe, como o ministro de defesa Santos, estám a fazer uso da mais increível como extraordinária asnalidade. Só a um imbecil poderia caber na cabeça que o legendário guerrilheiro que se enfrentou durante 60 anos a 17 governos e a todos os estados maiores das forças armadas oficiais nesse lapso, pudesse morrer de susto. Essa pretensom de tontivanos só provoca hilaridade e indignaçom. Como dixo o mesmo comandante Manuel: "a um nom o podem matar com disparos de palavras".

Como se decidiu a designaçom de Alfonso Cano como comandante máximo das FARC e que variaçons implica esta determinaçom na conduçom da organizaçom?

Implica a continuidade dos planos. E quanto a como se designou Alfonso como novo comandante das FARC, devo dizer que por unanimidade a 27 de Março, quando tivemos conhecimento da infausta notícia do decesso do Comandante em Chefe. Esse mesmo dia tomamos a decisom também de pospor esta informaçom até 23 de Maio para o fazermos no quadro do 44 aniversário das FARC. Todo o Estado Maior Central, o Secretariado e os combatentes farianos rodeiam ferreamente unidos o comandante Alfonso Cano.

"A paz tem sido sempre o nosso principal objetivo estratégico"


Muitos críticos e analistas asseguram que com a chegada do comandante Cano abrem-se novas possibilidades para iniciar umha negociaçom; umha nova oportunidade para o intercámbio humanitário e a paz. Que valorizaçom dá a estas afirmaçons?

As políticas das FARC já estám definidas, determinadas polas nossas Conferências Nacionais e os Plenários do Estado Maior Central. Há umha linha táctica e estratégica elaborada colectivamente. A paz tem sido sempre o nosso principal objetivo estratégico, e nisto coincidimos com o Libertador para quem "a insurreiçom se anuncia como espírito de paz, se resiste contra o despotismo porque este destrói a paz, e só pega nas armas para obrigar os seus inimigos à paz".


Os acontecimentos de 2 de Julho que desembocárom na libertaçom de 15 prisioneiros parecem indicar que os resgates militares som umha soluçom ao problema. Que sucedeu nas selvas do Guaviare?

No inesperado resgate de 15 prisioneiros de guerra nas selvas do Guaviare, nem Uribe nem Santos, nem os generais Padilla nem Montoya son os heróis que se reclamam. Na pretensa operaçom só colocárom los helicópteros; todo o trabalho foi realizado por dous traidores, que por sua vez resultárom atraiçoados polos generais e o governo.

O sucesso foi utilizado a fundo para lançar flores sobre o presidente, os militares, a política de Segurança Democrática e, sobretodo, para tapar a escandalosa ilegitimidade e ilegalidade do segundo mandato do senhor Uribe, surgido do delito de suborno que favoreceu a sua reeleiçom imediata. Buscava o Presidente Uribe dissimular o seu talante de desaforado ditador que ataca com todos os fogos da sua ira as decisons da Corte que lhe som adversos. Actuando por fora do seu próprio Estado de dereito, pretende derrubar a partir do Palácio de Nariño, com poderosas cargas explosivas, a independência da Corte. Já tem submetido o ramo legislativo do poder público; agora vai polo jurisdicional.


A propósito desta libertaçom de 2 de Julho, o comandante Fidel Castro dixo que as FARC jamais devérom capturar Ingrid Betancurt e que tampouco devérom ter nas condiçons da selva em prisom os soldados e os civis que tinham as FARC, e isto assinala-o como um acto de crueldade. Que opina sobre esse argumento do comandante?

Nom quero exteriorizar os sentimientos que provocam este tipo de posiçons. Somente quero dizer que as FARC estám em todo o seu direito de procurar por todos os meios a liberdade dos combatentes guerrilheiros presos tanto nos cárceres do regime como nos do império. Procuramos umha saída que ponha termo ao sufrimento de cativeiro dos prisioneiros das duas partes contendentes. Há que pensar também na crueldade e nas cadeias que suportam os nossos nas masorras do regime uribista e nas do império, que som as mesmas que padecem os 5 heróis cubanos e os milhares de prisioneiros violentados nos seus direitos como acontece nas prisons de Abu Graih e de Guantánamo.

Quero agregar que na Colômbia alguns dirigentes políticos som mais militaristas e guerreristas que os próprios militares. Muitos deles instrumentam e som protagonistas activos da legislaçom de guerra e da repressom contra o povo de Colômbia por conta do terrorismo de Estado.


O Presidente Uribe fala de cercos humanitários sobre os posíveis acampamentos onde se encontram os prisioneiros de guerra. Qua significado tem para as FARC este anúncio; continua a ordem de nom permitir o resgate a ferro e fogo?

Nom existen cercos humanitários, senom cercos militares. O dos cercos humanitários é um engano para dar a sensaçom de un controlo territorial que nunca existiu. De por meio, o que existe é umha ordem infame do Presidente Uribe aos seus generais de resgatar a ferro e fogo os prisioneiros, sem se importarem com as conseqüências. Nestas circunstáncias, qualquer desfecho fatal será responsabilidade do senhor Uribe.


O governo francês tem oferecido receber a todos os membros das FARC que estejam incluídos no intercâmbio. Se se concretizar a troca, estariam as FARC dispostas a deixar que os guerrilheiros libertados, vaiam a outro país?

Essa proposta é de por si umha afrenta à dignidade dos guerrilheiros das FARC. Os verdadeiros combatentes nom mudam as montanhas da pátria nem as suas convicçons por um humilhante desterro no ultramar.


França assumiu o primeiro de Julho a presidência da Uniom Europeia. Polo interesse deste país no intercambio humanitário, as FARC pensárom a possibilidade de procurar o reconhecimento político, o reconhecimento de beligeráncia e o retiro do seu nome da lista de grupos terroristas?

De facto, somos umha força beligerante à espera de que, quem quiger coadjudar a paz da Colômbia, faga esse reconhecimento. É umha condiçom temporária enquanto se resolve o conflito de legitimidades. O qualificativo de terroristas nom é mais que umha imposiçom do mais grande terrorista que tenha tido a humanidade: o governo dos Estados Unidos.

"O qualificativo de terroristas nom é mais que umha imposiçom do mais grande terrorista que tenha tido a humanidade: o governo dos Estados Unidos."


Os meios falam profusamente de umhas FARC golpeadas política e militarmente, e dizimadas tanto em número de combatentes como em recursos económicos. Exprimem os analistas que as FARC passan polo pior momento da sua história; Estám tam golpeadas as FARC?

Na realidade, o que lhes preocupa é um eventual desencadeamento da inconformidade social com a existência de umha guerrilha bolivariana como as FARC, que já tenhem completado o despregamento estratégico da sua força por todo o território nacional. Por isso o Plano Patriota. Por isso o escalamento da intervençom militar dos Estados Unidos na Colômbia. Por isso a conversom da base aérea de Três Esquinas, em base militar estado-unidense na amazonia que cobiçam.

Se as FARC estivessem esquartejadas, nom estariam a anunciar a trasnferência da base de Manta para a Colômbia. O que se está a esquartejar é a podre institucionalidade colombiana salferida de sangue e cocaína, narco-paramilitarismo e ilegitimidade.


Nos actuais momentos é posível que se poda chegar a umha negociaçom de paz com o governo Uribe?

Com Uribe a paz nom é mais que una quimera. A soluçom política do conflito só é posível com outro governo, e muito mais se é o resultado de um Grande Acordo Nacional em que joguem papel protagónico as forças da mudança e o soberano que é o povo. Um novo governo que fazendo da paz o seu objetivo cimeiro recolha as tropas aos seus quarteis e mande os gringos para a sua casa.


Qual é a caracterizaçom que as FARC tenhem neste momento do governo de Uribe e da situaçom da institucionalidade colombiana no meio do aquelarre da narco-para-política e outros escándalos mais como o da Yidis-política?

É um governo narco-paramilitar, ilegítimo e ilegal. Só o sustém o criminoso apoio do governo de Washington, o terrorismo de Estado, a manipulaçom da opiniom por meio de campanhas mediáticas, os massacres, o despojo de terras, a deslocaçom forçosa, a motosserra, as fraudes e o suborno. Os Estados Unidos necessitam um regime como o da Colômbia, para o utilizarem como cabeça de praia para o assalto neoliberal ao continente.


As FARC tenhem dito que o governo de Uribe Vélez é ilegal e ilegítimo. Porque se mantém entom, segundo o difunde a imprensa colombiana, nos mais altos níveis de popularidade; porque nom cai este governo?

Os inquéritos nom consultam 70 por cento da populaçom que se debate na pobreza e na miséria, nem os mais de 4 milhons de deslocados polo terrorismo de Estado. Nom consultam 50 por cento da populaçom economicamente activa que sofre a angústia quotidiana do desemprego e do subemprego. Nom consultam os sindicalistas perseguidos, nem os indígenas violentados, nem as negridons esquecidas, nem os estudantes reprimidos. 80 por cento da popularidade de Uribe é umha farsa e é o resultado da mais nojenta manipulaçom da opiniom.

"Os inquéritos nom consultam 70 por cento da populaçom que se debate na pobreza e na miséria, nem os mais de 4 milhons de deslocados polo terrorismo de Estado."

 

Que se pode esperar da nova geraçom de comandantes que tem assumido a conduçom das FARC: umha linha militar mais dura ou polo contrário a chegada à política total?

Continuar o caminho traçado polo inesquecível Comandante em Chefe Manuel Marulanda Vélez, quer dizer, o da política total, que é a luita estratégica pola tomada do poder pola via das armas e da insurreiçom, com o qual se chegaria a um governo revolucionário, ou pola via das alianças políticas face à instauraçom de um governo verdadeiramente democrático, em consoância com a Plataforma Bolivariana pola Nova Colômbia.


Segundo os supostos computadores incautados o comandante Raúl Reyes as FARC tenhem sido financiadas polo governo do Presidente Hugo Chávez. Que há de certo nisto?

Se isso tivessse sido assim, já teríamos tumbado este governo fantoche dos Estados Unidos. Essa afirmaçom é um pretexto intervencionista. O que deve chamar a atençom da Latino-América e o mundo som os 10 mil milhons de dólares que a Casa Branca tem entregado ao governo terrorista de Uribe para massacrar o povo, desaparecê-lo, despojá-lo, deslocá-lo… Colômbia é o primeiro receptor de ajuda militar dos Estados Unidos no hemisfério, e o terceiro receptor no mundo.

Claro, o governo de Washington apoia desta maneira o seu testaferro predilecto na desestabilizaçom da regiom, pensando na contençom da poderosa força bolivariana que já se vê vir no horizonte deste século. Um tribunal dos povos deve conduzir à barra do tribunal o império rapaz e violento que quer seguir subjugando os povos.


Financiárom as FARC a campanha presidencial de Rafael Correa no Equador? E com quê?

Isso é um contra-senso. Som as FARC que necessitam a acçom do internacionalismo solidário dos povos do mundo.

"Som as FARC que necessitam a acçom do internacionalismo solidário dos povos do mundo."

 

Com todas as dificuldades que se tenhem apresentado à volta do tema da presença guerrilheira como escusa que tem gerado a crise diplomática entre a Colômbia e o Equador ou a Colômbia e a Venezuela, nom se vê a necessidade de umha reformulaçom na persistência desta forma de luita, nomeadamente quando está latente a ameaça dos Estados Unidos com o argumento de que actuará contra quem considerarem que apoia o terrorismo?

A luita armada nom está em questom. As causas que a motivárom nom se tenhem modificado. As oligarquias só querem umha paz que nom mexa nos seus privilégios, que nom modifique as injustas estruturas políticas, económicas e sociais que tenhem causado a pobreza pública. A estratégia de dominaçom dos Estados Unidos já está traçada e o pretexto é o de menos. Os gringos querem é o petróleo da Venezuela, o gás da Bolívia, as riquezas da Amazonia, e a miséria para os nossos povos.

O que se impom é a articulaçom da resistência as políticas agressivas do império. Quero lembrar que nos fusis guerrilheiros das FARC resistem os povos da Nossa América. E quanto à pertinência da luita armada, umha reflexom do Libertador: "Ainda quando sejam alarmantes as conseqüências da resistência ao poder, nom é menos certo que existe na natureza do homem social um direito inalienável que legitima a insurreiçom". Enquanto existirem as FARC, ninguém poderá tirar o fusil ao Che.


A Guajira é da Venezuela como di o Presidente Chávez?

Sem dúvida, a Guajira pertence à Colômbia de Bolívar e do primeiro precursor da independência da Nossa América, o generalíssimo Francisco de Miranda. O nosso critério é o mesmo exposto polo libertador a Páez: "Esquecim de dizer ao senhor que temos pensado fundir juntas duas ou três metades dos departamentos de Boyacá, Zulia e Barinas para que nom haja mais fronteira da Venezuela nem da Nova Granada, porque esta divisom é a que nos está a matar, e polo mesmo devemos destrui-la".

Umha reafirmaçom final: Juramos vencer, e Venceremos.

 

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