'Campanha de Verao' na Galiza: duas novas vítimas mortais do terrorismo patronal

2 de Agosto de 2008

Dous novos trabalhadores mortos e um ferido grave som as mais recentes vítimas do terrorismo patronal no nosso país. No Verao nom se detém a actividade criminosa de empresários que contam com a cobertura institucional e política dos grandes partidos.

Corunha

No dia 31 de Agosto, a fábrica de Alcoa no polígono de Agrela, na Corunha, registou a morte de um trabalhador, ao cair-lhe em cima umha prancha de alumínio de grandes dimensons, segundo informou o serviço de Urgências Sanitárias da Galiza-061.

Berzo

Nom foi a única morte nestes dias. Um operário de nacionalidade marroquina, que trabalhava para a subcontrata Redes y Protección S.L., e de 31 anos, morreu na coberta da nave nº 4 da fábrica que Roldán S.A. posue em Santo Tomas das Olas, perto de Ponferrada, quando instalava umhas redes de segurança. Ao cair desde essa altura, 15 metros, ficou inconsciente. Umha UVI móvil tentou sem êxito reanimá-lo no mesmo lugar dos factos, mas finalmente faleceu pouco depois, devido ao forte impacto no cránio.

Nesta ocasiom, parecem resumir-se todas as características mais comuns nos acidentes laborais: trabalhadores novos, sem especializaçom, subcontratados, que realizam o seu trabalho sem qualquer tipo de medidas de segurança e sem protecçom nem formaçom, ao que se vem somar, desta vez, o facto de se tratar de um imigrante que vem na procura dum meio de ganhar a vida.

O presidente do Comité da Empresa, de CCOO, lamentou (que nom condenou) este novo falecimento, mas descartou logo qualquer responsabilidade por parte da empresa ou da subcontrata, a falta ainda de umha investigaçom por parte da inspecçom de trabalho.

Este novo caso de acidente laboral mortal é o segundo que se produz em menos de um mês no sector industrial do Berzo, depois de que, no passado Julho, um jovem operário faleceusse quando desempenhava o seu trabalho na metalúrgica Comonor, esmagado por umha trave de grandes dimensons. Mas é o quarto caso de sinistralidade, dado que a princípios de ano resultava também morta umha trabalhadora na eólica LM (também em Ponferrada), atropelada por um veículo de transporte industrial, e pouco depois produziu-se outro caso de acidente laboral mortal na metalúrgica TMB.

Carvalhinho

Ainda há que contabilizar os graves ferimentos sofridos por um trabalhador da construçom no Carvalhinho, ao cair de umha altura de três metros e cravar um ferro na cabeça no momento do impacto contra o chao. O prognóstico do ferido, empregado da empresa 'Construccionese Alfonso' é 'muito grave'.

Mais umha vez, nom haverá grandes condenas por parte da classe política nem sindical, nem sissudos artigos de análise por parte dos meios de comunicaçom. Trata-se para eles de novos números que acrescentar a umha lista de mortos e feridos por acidentes laborais, verdadeiro terrorismo patronal, que nom os preocupa, e que situam a Galiza à frente da Europa em sinistros e vítimas.

 

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