Movimento LGBT galego vai mobilizar-se contra a impunidade das agressons homofóbicas

24 de Fevereiro de 2009

A absolviçom dos assassinos de um par gay em Vigo, sob o "argumento" de "legítima defesa" para justificar as 57 facadas recebidas polas vítimas. Tal e como denunciárom vários colectivos galegos de defesa dos direitos LGBT, é preciso sair à rua e denunciar a impunidade com que continuam a produzir-se agressons como a de Jacobo Pinheiro, assassino de Isaac e Julio em Vigo, num selvagem ataque acontecido em Julho de 2006 e que acaba de merecer a livre absolviçom do júri popular viguês.

Além de aderirmos à convocatória prevista para o dia 25 às 20 horas na praça compostelana do Toural, reproduzimos o texto difundido pola Federaçom Aturuxo, que integra boa parte do movimento LGBT galego:

A concentraçom decorrerá na praça do Toural da capital galega, no dia 25 de Fevereiro, quarta-feira, a partir das 20 horas. Reproduzimos o manifesto difundido pola Aturuxo:

Raiva, impotência, tristeza, ... Isto é o que nos provoca a recente sentença absolutória a Jacobo Pinheiro Rial por assassinar com 57 punhaladas Isaac Peres Trivinho e Júlio Anderson Luciano e posteriormente prender lume à casa dos mesmos para eliminar as evidências.

As pessoas que fazemos activismo LGBT somos conscientes de que muitas vezes até as próprias leis estám à frente da sociedade, mas contodo, nom podemos deixar de ficar horrorizadas e horrorizados ante esta decisom de um júri popular em Vigo.

Perguntamo-nos sem encontrarmos fácil resposta sobre as motivaçons desse veredicto. Estas nom som outras que a mais crua homofobia, o ódio ao diferente e o desprezo absoluto da vida humana quando se tratar de "maricas".

O "medo a ser violado" e a "defesa própria" fôrom os argumentos utilizados polo advogado do assassino e ratificado por um júri popular que considera que a nossa orientaçom sexual, diferente à majoritária, nos fai seres perversos. As nossas vidas nom tenhem valor e torturar-nos, assassinar-nos a sangue frio e queimar-nos depois som actos toleráveis e gratuitos.

Consideramos estes factos gravíssimos e tememos que sejam indicador de umha sociedade ainda muito atrasada e intolerante. Decisons como estas encontram-se bem mais próximas de tempos inquisitoriais e totalitários que de umha sociedade que se di avançada e do século XXI.

Do Colectivo Gay de Compostela, integrado na Federaçom de associaçons LGBT da Galiza ATURUXO, queremos mostrar a nossa mais forte repulsa a todo tipo de manifestaçons de ódio que denigram e desprezam as vidas das pessoas pola sua orientaçom sexual ou identidade de género.

Solidarizamo-nos profundamente e compartimos a dor das famílias de Isaac e Júlio e exigimos que o peso da justiça caia sobre o assassino dos nossos companheiros.

Nem um crime homofóbico impune!
Dignidade e justiça para Isaac e Júlio.

 

 

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