Contra a campanha dos corruptos

26 de Fevereiro de 2009

Trazemos a estas páginas o lúcido artigo da candidata de NÓS-Unidade Popular pola província de Ponte Vedra às eleiçons autonómicas deste domingo, Noa Rios Bergantinhos, sob o título 'De iates, velh@s e decência'. Leitura mais do que recomendável, publicada no blogue de campanha de NÓS-UP e no portal Galizalivre.

De iates, velh@s e decência

Segundo avança a campanha eleitoral, as forças políticas maioritárias acirram-se de um jeito mais agressivo, aproveitando qualquer falha do contrincante, adversário e mesmo companheiro de governo para o desgastar e poder tirar uns votinhos a mais.

Mas o curioso é que no caso de todos os “escándalos” destapados existe um fio comum, umha reiteraçom nas más-artes das três forças que, se nom lêssemos completamente a nova em que se denúncia cada caso concreto, nom saberíamos distinguir quem fijo o quê.

Assim, lemos cousas tais como que um alcalde retém as pessoas que assistiam à missa de domingo para lhes dar um mitim, e neste caso estamos a falar do PP; mas uns dias antes era o BNG quem desviava a excursom a Portugal de 700 velh@s para lhes largar o discurso. Ao tempo que a Junta Eleitoral ordenava retirar a publicidade de determinado partido num concelho por considerar que era coactiva e, desta volta, falamos do PSOE.

Nom falemos já de supostos casos de corrupçom, onde destaca o afastamento da lista do número um por Ourense do PP, que foi apanhado numha fraude às finanças com paraíso fiscal incluído; mas nem no PSOE, nem no BNG, ficam livres de acusaçons e suspeitas. Neste país há demasiado solo para requalificar e muita concessom eólica por atribuir, como para que nom se podam repartir as comissons entre todos.

Se calhar, a maior novidade desta vez seja a plena homologaçom atingida polo BNG. Assim, a organizaçom frentista, que até nom muitos anos arrastava a peja de serem uns “radicais”, mas da qual ninguém questionava a honradez, hoje já conseguiu ser como os outros “grandes”. Já som umha força política respeitável que carreta velh@s e passeia o seu lider polos iates dos multimilionários.

É evidente que, quando ABC publica em primeira página as fotos de Quintana a gozar de um serám do Verao de 2005 no discreto iate de Jacinto Rei, a intençom da direita espanholista é desgastar a credibilidade do BNG como força progressista. Do mesmo jeito, quando La Voz abre com o escándalo d@s 700 velh@s, o que quer é demostrar a falta de legitimidade de um BNG que alicerçou parte das suas críticas aos governos de Fraga na manipulaçom e carretagem dos velhos do rural.

Mas o efeito secundário gerado por estas novas nom é só o de estragar a imagem do BNG entre os sectores progressistas que tradicionalmente tinham apoiado esta organizaçom, mas também o de projectar umha imagem de normalizaçom. O BNG já nom som mais aqueles barbudos radicais que eram diferentes das outras forças políticas, hoje as barbas arranjárom-se e resulta difícil distinguir pola sua praxe o BNG do PSOE e do PP.

Contodo, os sectores progressistas que até nom muito tempo confiavam no BNG, continuam a existir. Continua a haver quem nom acredite que política tenha que ser sinónimo de corrupçom e “gente bem”, e que a mudança real é possível e está por fazer.

Gente que valoriza que o motivo válido para subir ao iate de um multimilionário é o de estimar o seu estado após a sua expropriaçom e nom o de intercambiar opinions enquanto se saboreia um coctel; ou quem considera que @s velh@s nom som gado para passear e estabular polos mais diversos recintos.

Esta gente, que olha como o BNG apodrece e se transforma no que sempre desprezou, deve dar um passo à margem e retirar o seu apoio a quem já nom o merece. É tempo de agir conseqüentemente e abandonar quem perdeu a sua confiança.

Só assim se pode avançar na construçom de umha alternativa política real para o nosso país, umha alternativa como a que NÓS-Unidade Popular está a trabalhar por construir. Umha alternativa construída por e para as classes trabalhadoras, comprometida com a democratizaçom da nossa sociedade e avançando com pé firme no caminho da libertaçom nacional.

Essa alternativa reclama de nós, no dia 1 de Março, o voto pola independência.

 

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