Milhares de galegos e de galegas saírom de novo à rua em solidariedade com a Palestina

Ponte Vedra

11 de Janeiro de 2009

Compostela, Ferrol, Lugo, Burela, Vigo, Ponte Vedra, Corunha, Pontedeume, Ponte Areias, as Pontes, a Estrada, Ourense... mais concentraçons de carácter comarcal e local mantivérom neste fim de semana o facho da solidariedade aceso.

Enquanto o genocídio sionista contra o povo palestiniano continua, com quase 900 vítimas mortais e vários milhares mais de feridos e feridas, na Galiza, como em toda a Europa e no mundo, os povos denunciam os massacres e exigem medidas aos governos. A esquerda independentista está a participar activamente nesta dinámica de mobilizaçom e denúncia, promovendo junto a outros sectores a maior parte das mobilizaçons.

Crónica de duas jornadas de luita pola Palestina

No caso galego, Vigo viveu talvez a maior manifestaçom, com mais de 2.000 pessoas nas ruas, convocadas por quase 30 colectivos sociais, vicinais, políticos e sindicais. Denunciou-se o "deliberado ataque contra a populaçom civil" e a passividade da Uniom Europeia, do Estado espanhol e da Junta da Galiza, apesar dos crimes de guerra e a violaçom da Convençom de Genebra por parte de Israel.

Em Ponte Vedra, mais de 800 pessoas percorrêrom as principais ruas da cidade, sendo coreadas palavrs de ordem como "Palestina vencerá", "Estado de Israel Estado terrorista", “O sionismo é o terrorismo”, entre outras. Muitos colectivos locais participárom na convocatória.

Também na capital da Galiza marchárom mais de 700 pessoas, concluindo na praça de Pratarias, com presença de toda a esquerda social, política e sindical de Compostela. Exigírom-se sançons concretas e contundentes ao Estado de Israel pola sua flagrante violaçom de direitos e convençons internacionais.

Em Lugo, quase 400 pessoas participárom numha concentraçom em frente da Subdelegaçom do Governo espanhol, exigindo actuaçons da chamada comunidade internacional que detenham a política genocida israelita.

Vigo

Também em Ponferrada participárom umhas 400 pessoas, numha concentraçom em que, além de forças institucionais como IU, CCOO e UGT, participárom NÓS-Unidade Popular e o Partido do Berzo.

Em Ferrol, por volta das 250 pessoas concentrárom-se na praça de Amada Garcia, ao pé da sede da Junta da Galiza, com gritos de apoio à causa do povo palestiniano e exigências de actuaçom institucional por parte da Junta, do Estado espanhol e da Uniom Europeia. A convocatória correspondeu a mais de 20 colectivos locais e comarcais. Fôrom queimadas várias bandeiras israelitas entre os aplausos das pessoas participantes.

Na Corunha, por volta das 200 pessoas concentrárom-se ao pé do Obelisco, para marcharem depois em direcçom à Subdelegaçom do Governo. As exigências mais ouvidas fôrom as de ruptura de relaçons diplomáticas com o Estado terrorista de Israel.

Ferrol

Em Pontedeume, umhas 60 pessoas aderírom à convocatória de entidades locais, concentrando-se no centro da vila em solidariedade com a Palestina e contra o sionismo.

Em Ponte Areias, umhas 50 pessoas percorrêrom, por segunda vez na última semana, as ruas do centro da vila, dirigindo-se à Cámara Municipal para reclamar o fim das agressons militares sionistas.

Outras 50 pessoas ocupárom as ruas da vila de Burela, na Marinha. Salientável neste caso a presença de guardas civis infiltrados, detectados polas pessoas que se manifestavam em apoio à Palestina.

Participaçom de trabalhadores e trabalhadoras imigrantes, silenciamento mediático

Em todos os casos, as mobilizaçons contárom com umha significativa presença de colectivos de imigrantes, de países árabes e nem só, sendo visíveis faixas e cartazes escritos em árabe. Também foi unánime o apelo a continuar com as manifestaçons e concentraçons enquanto a selvajaria sionista continue a gozar da impunidade que lhe dam os chamados "países democráticos".

Quanto ao papel dos meios de comunicaçom do sistema, está a servir para silenciar, no possível, a importáncia das iniciativas populares, evitando informar de algumhas, desinformando sobre outras, ou atribuindo a inexistentes iniciativas dos partidos institucionais a actual dinámica mobilizadora.

Tal como está a acontecer no resto do mundo, também na Galiza continuarám as mobilizaçons solidárias com o horóico povo palestiniano.

 

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