Primeira Linha perante o 1 de Março

27 de Fevereiro de 2009

O Comité Central do nosso partido fijo pública umha declaraçom de apoio à candidatura independentista e de esquerda apresentada por NÓS-Unidade Popular às eleiçons deste domingo, dia 1 de Março.

Primeira Linha perante o 1 de Março

Após quatro anos de padecermos políticas neoliberais e autonomistas que empobrecêrom ainda mais a nossa clase e a nossa Naçom, o povo trabalhador da Comunidade Autónoma Galega está novamente convocado a participar num processo eleitoral para escolher o parlamento que o capitalismo espanhol nos concede.

A idêntica receita aplicada na gestom da Junta da Galiza polo direita social-democrata do PSOE, em aliança com o regionalismo complexado e cobarde do BNG, em relaçom com os 16 anos anteriores de fraguismo, constata que as profundas mudanças políticas e transformaçons sociais que a Galiza e a sua classe operária necessitam nom derivarám do actual jogo parlamentar vigorante.

Os profundos problemas e dificuldades que as imensas maiorias sociais da Galiza padecemos sob esta pseudodemocracia corrompida que nega os direitos colectivos da Naçom e os individuais da nossa classe só experimentarám umha agudizaçom no curto prazo se a luita de massas nom figer frente aos imensos desafios que temos que superar.

Primeira Linha nom deposita a mais mínima confiança nesta democracia burguesa tutelada por Espanha ao exclusivo serviço do bloco de classes oligárquico. Sabemos que nom é viável reformar a arquitectura jurídico-política plasmada na Constituiçom de 1978 e no Estatutinho de Autonomia de 1980.

A emancipaçom da classe trabalhadora e do conjunto das camadas populares que conformam o bloco hegemónico deste país está inexoravelmente ligada à recuperaçom da Independência Nacional e à construçom do Socialismo. E isto só se poderá atingir mediante um processo revolucionário.

Frente aos planos predadores que sem pudor anuncia o patronato com o silêncio cúmplice dos partidos e sindicatos do regime; frente à ferocidade das medidas de choque que já começárom a aplicar para assim manter a taxa de ganho perante a crise estrutural do capitalismo; só há umha via para fazer-lhes frente: a luita organizada e unitária do povo trabalhador.

As mornas medidas do reformismo som simples brindes ao sol, adulteradas tentativas de ganhar tempo para seguir adormecendo o enorme caudal de combate e resistência da classe, som estéreis sucedáneos que tam só conduzem para o fracasso e a plena derrota do proletariado.

Nom é possível manter as conquistas e direitos conquistados na luita sem mais e mais intensa luita. Manifestar o contrário é apostar na plena capitulaçom da classe operária e por precipitar à Pátria para o seu suicídio colectivo.

Mas as e os comunistas galeg@s organizados em Primeira Linha nom desconsideramos a importáncia relativa do 1 de Março.

Feijó, Tourinho e Quintana som diferentes versons do mesmo modelo. Apostar nalgumha delas, além de visons ingénuas e da superstiçom de querer acreditar no que nom existe, tam só reforçará o aumento das agressons contra a classe operária, a juventude e as mulheres, assim como a lenta agonia da Pátria devorada polo projecto imperialista espanhol.

Tampouco tem o mais mínimo sentido inclinar-se polas versons edulcoradas do reformismo espanholista e das candidaturas aparentemente anti-sistémicas.

Conscientes das adversas condiçons com que a esquerda independentista afronta este processo, perante a miopia dos que apostárom na divisom e no voto do medo que promove o bipartido, Primeira Linha apela à classe operária galega, a juventude rebelde, às mulheres que nom se deixam submeter, para apoiarmos eleitoralmente a única candidatura com um genuíno programa e composiçom de classe. O voto do comunismo galego no 1 de Março é para NÓS-Unidade Popular.

Passe o que passar nessa noite, nada vai mudar. O futuro temos que conquistá-lo luitando.

Viva a Revoluçom Galega!

Comunismo ou Caos!

Comité Central de Primeira Linha

Galiza, 27 de Fevereiro de 2009

 

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