Quintana sem complexos, contra quem defende o galego na rua

Manuel Ameixeiras, Elena Salgado, Emilio Peres Tourinho, Anxo Quintana e José Luís Mendes Romeu

10 de Fevereiro de 2009

Era questom de tempo que o porta-voz do BNG as figesse, embora alguns continuassem a julgar impossíveis umhas declaraçons como as de Anxo Quintana ontem.

O líder do BNG, em plena voragem eleitoreira, saiu aos meios para manifestar o seu "respeito" pola manifestaçom ultra convocada por 'Galicia Bilingüe' e apoiada por organizaçons tam "respeitáveis" como Falange, Ciudadanos, UPyD ou a AVT. A mesma manifestaçom em que alguns berravam, enquanto a polícia batia nos defensores do galego: "Havia que botá-los ao mar, como faziam no Chile".

Naturalmente, o mesmo respeito nom manifestou polos galegos e galegas espancadas pola polícia espanhola; polas 10 pessoas detidas arbitrariamente, maltratadas e acusadas de arbitrários delitos como parte de umha planificada repressom contra que defende na rua o direito colectivo à língua.

Nom. Para esses e para essas, o medíocre candidato do BNG só tivo palavras de condena explícita, aderindo ao coro que considera a defesa da língua umha causa "violenta" e reclamando que "os poderes públicos devem velar para que todo o mundo se poda manifestar em paz".

Que ninguém espere que o elegante Quintana faga umhas declaraçons parecidas cada vez que se proíbem iniciativas mobilizadoras da esquerda independentista, quando a polícia carrega indiscriminadamente contra manifestantes em defesa do território, da autodeterminaçom ou, como nesta ocasiom, da língua.

Que ninguém espere umha pisca de digna solidariedade de um BNG definitivamente em braços do poder que aspira, como os supremacistas de 'Galicia Bilingüe', à morte do nosso idioma nacional. As palavras de Anxo Quintana merecem até o nosso agradecimento por esclarecer de que lado é que se situam ele e os seus: do lado de Manuel Ameixeiras e da repressom da causa galega e popular.

 

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