Sindicato Labrego Galego manifesta-se "pola dignidade" no sector produtor de leite

19 de Novembro de 2008

O Sindicato Labrego Galego voltou a sair às ruas da capital da Galiza para exigir preços e condiçons de vida dignas para as labregas e os labregos, frente ao pacto estabelecido polo governo autonómico, os sindicatos espanholistas e as grandes empresas do sector lácteo.

A secretária-geral, Carme Freire Cruzes, garantiu que as trabalhadoras e os trabalhadores rurais vam resistir, e criticou que os governos estabeleçam preços mínimos em sectores como o energético, entreguem dinheiro público à grande banca nos momentos de crise e, em simultáneo, deixem esmorecer o sector agrário com um sistema de preços livres que enriquece a grande indústria e afunda a viabilidade do sector produtor de leite na Galiza.

Além da manifestaçom do Sindicato Labrego Galego, que juntou centenas de pessoas, umha segunda, promovida polos sindicatos afins ao PP e ao PSOE, contando com meios de todo o tipo fornecidos por esses partidos, tentou apagar a iniciativa nacionalista, que também foi boicotada polo BNG, titular do departamento do Meio Rural na Junta da Galiza.

A realidade é que Unions Agrárias e Jovens Agricultores, tal como lembrou Carme Freire, assinárom um documento que apoiava a política de preços livres que promovem as grandes empresas e a Conselharia do Meio Rural, o que converteu a manifestaçom alternativa de hoje numha farsa para enganar as respectivas bases sociais.

Por seu turno, o BNG joga neste assunto com o duplo jogo de falar de preços mínimos garantidos e actuar em conivência com os interesses industriais, nomeadamente Lence-Leite Rio, que rejeitam tal possibilidade, evitando que a Conselharia que preside Soares Canal convoque a reuniom da Mesa do Leite pendente. Nela, deve negociar-se o estabelecimento desse preço mínimo que dê ao sector a viabilidade e a dignidade que corresponde.

O SLG reclama um preço mínimo garantido de 42 cêntimos de euro, enquanto a Conselharia estabelece o custo médio de produçom em 37 e as empresas pagam umha média de só 33 cêntimos.

 

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