O PSOE adiantará as eleiçons autonómicas galegas ao Outono

25 de Agosto de 2008

Os partidos institucionais levam semanas a dar voltas aos interesses particulares de uns e outros na perspectiva, que já se dá por certa, de que Peres Tourinho adiante a convocatória eleitoral para o mês de Novembro. Dessa forma, encurtará a legislatura meio ano para favorecer as suas expectativas, em risco polo agravamento da crise económica em todos os estados capitalistas.

Para os partidos que protagonizam a 'alternáncia' na gestom do capitalismo espanhol obrigatório, as especulaçons e ataques verbais respondem à teatralizaçom própria do circo mediático que acompanha cada convocatória eleitoral.

Para além disso, a polémica actual serve para confirmar o sucursalismo do PSOE, com os dirigentes madrilenos a ditar datas a Tourinho; para assistirmos aos flirteios entre o PP e o BNG, que já se reconhecem dispostos a "a falar"; e, no fim de contas, para comprovarmos o definitivo esbatimento dos perfis entre umha direita maquilhada de centrista polo seica 'moderado' Feijó, o 'galeguismo' de vocaçom madrilena do BNG (empenhado em ter peso em Madrid) e o espanholismo 'civilizado' do PSOE.

É difícil encontrar mais diferenças entre as três opçons maioritárias, que concordam nas receitas económicas neoliberais, nas privatizaçons de empresas e serviços públicos, na predaçom do território, no modelo energético, na satelizaçom do idioma e a cultura galegas a respeito do mundo espanhol... e na aprovaçom de privilégios para o que chamam 'classe política', que nesta legislatura nom fôrom poucos e tivérom o apoio unánime das três forças 'de ordem'.

Nom haverá candidatura soberanista unitária

Mais importante para o movimento popular e para os interesses nacionais e de classe do nosso povo trabalhador seria contarmos com umha candidatura que, também no campo eleitoral, transmitisse possibilidades de umha unidade séria e estável entre as diferentes correntes da esquerda soberanista e anticapitalista.

No entanto, a falta de disponibilidade de algumhas delas, perante a proposta aberta lançada no passado mês de Maio por NÓS-Unidade Popular a absolutamente todas as formaçons políticas soberanistas actuantes no País, provocará que a presença da esquerda independentista nas eleiçons de Novembro nom corresponda com outras iniciativas unitárias que sim tenhem funcionado, melhor ou pior, nos últimos tempos.

De facto, NÓS-UP, que sempre mostrou disponibilidade para a conformaçom de umha lista soberanista única, já anunciou no último número da sua publicaçom, Voz Própria, que, dada "a falta de resposta da FPG e do CNM, e a negativa expressa do Espaço Irmandinho", se vê obrigada a "participar com candidatura própria às eleiçons autonómicas", embora "mantendo as portas abertas a qualquer proposta alicerçada na direcçom unitária que puder ser apresentada nos meses próximos".

 

Voltar à página principal