Livre a independentista Giana Gomes após ter cumprido mais tempo em prisom do que a condena impom

11 de Novembro de 2008

A sentença ditada pola Audiência Nacional espanhola contra a independentista Giana Gomes e o independentista Ugio Caamanho reconhece a falta de sustento do despropositado pedido de condena inicialmente estabelecido pola fiscalia. De facto, a ponte-vedresa já ficou livre, pois a condena de três anos é inferior aos três anos e três meses que já cumpriu dispersada por vários cárceres do Estado espanhol.

No caso de Ugio Caamanho, os quatro anos e nove meses de condena som ligeiramente superiores ao tempo efectivo que já cumpriu, devendo ficar livre nas próximas semanas, pois já cumpriu mais de dous terços da condena, também em regime de dispersom.

Prisom preventiva e arbitrariedade repressiva

Para além das consideraçons políticas que podam ser feitas sobre o caso, achamos umha muito boa notícia que a militante independentista esteja por fim livre na casa e que o militante independentista poda aceder a essa mesma liberdade de maneira iminente.

Umha segunda consideraçom di respeito aos excessos da prisom preventiva no Estado espanhol, pois nom é a primeira vez que se impom, sem sentença judicial prévia, umha permanência em prisom superior àquela que devia ser cumprida com as leis na mao. Há exemplos inclusive de militantes independentistas que cumprírom longas prisons preventivas em condiçons de dispersom para depois serem absolvidos.

Fica provada a carência de garantias plenas na justiça espanhola, junto à imposiçom de castigos acrescentados às famílias obrigadas a longas viagens com risco para a segurança pessoal. Há que lembrar neste momento a morte de familiares de presos e presas independentistas galegas nas estradas, acontecidas nos anos 90 devido à política de dispersom espanhola.

Se nengum preso nem presa merece semelhante tratamento por parte dos poderes públicos de um Estado que se di democrático, o despropósito da duraçom maior da prisom efectiva do que o estabelecido na condena final, no caso de Giana Gomes, torna ainda mais clara a injustiça com que o Estado espanhol age em casos de violência política como o destes dous compatriotas.

A condena prévia dos altifalantes propagandísticos do regime

Por último, cabe umha reflexom sobre a atitude dos media do sistema que, em nome do 'estado de direito', julgam e condenam 'preventivamente' pessoas como Giana Gomes e Ugio Caamanho, antes de que a própria maquinaria legal espanhola faga esse trabalho. Com tanta 'diligência' actuam os altifalantes mediáticos do sistema, que as suas condenas 'informativas' costumam ser, como neste caso, maiores que as finalmente estabelecidas pola Audiência Nacional.

Já quanto aos silêncios de outros agentes políticos e nom governamentais, incluídos alguns autodefinidos como defensores dos direitos civis e nom poucos supostamente nacionalistas galegos, deixamos que cada leitor e cada leitora tire as suas próprias conclusons.

 

.: Mais informaçons sobre o mesmo tema

Outubro de 2008:

NÓS-UP reclama "fim da política repressiva de excepçom". (+...)

Setembro de 2005:

CEIVAR denuncia "tratamento repressivo" contra @s pres@s Ugio Caamanho e Giana Rodrigues. (+...)

Agosto de 2005:

CEIVAR denuncia malheira a preso independentista na prisom madrilena de Soto del Real. (+...)

Julho de 2005:

Ceivar convoca concentraçons em solidariedade com independentistas detid@s (+...)

Dous independentistas detid@s em Compostela: solidariedade (+...)

 

 

 

Voltar à página principal