NÓS-Unidade Popular exige medidas imediatas contra a violência machista

26 de Dezembro de 2008

Umha mulher assassinada em Neda, na Terra de Trasancos, é por enquanto e com um pouco de sorte, a última das seis galegas vítimas mortais da violência machista e 2009. Entre as reacçons de resignaçom e as que procuram atenuantes ao infame terror do machismo, NÓS-Unidade Popular difundiu um comunicado a reclamar medidas concretas para combater essa violência.

Paremos o Terrorismo machista. 6 mulheres galegas mortas neste ano

Maria Fraguela Martínez, vizinha da localidade de Neda, foi brutalmente assasinada polo seu marido na manhá de ontem, 24 de Dezembro. É indignante escuitar como possível atenuante do acontecido os problemas económicos por que atravessava a família, tal como aconteceu com Maria do Carme Barcala Rebolo, vizinha de Portas, de 42 anos, assasinada também polo seu marido no passado dia 20, quando se tentava explicar o acontecido aludindo ao horário de chegada a casa desta mulher após a jornada laboral. Parece que dos meios de comunicaçom se procuram atenuantes, causas que expliquem as condutas machistas.

Nom há nada que explicar, nom há escusas para o acontecido, é a violência machista presente na nossa sociedade, contra a qual nom se estám a pôr os meios suficientes, só flamantes proclamas que oferecer aos meios cada vez que há um assassinato, umha agressom… que acalme as suas consciências, mas nom factos e medidas que sentem as bases dumha sociedade igualitária.

Porque nom se pom vigiláncia personalizada aos agressores umha vez que som denunciados? Porque as promessas de ajudas económicas para as denunciantes acabam por nom ser reais? Porque nom fam cursos de reciclagem baseados na co-educaçom para o professorado para educar as crianças desde pequenas nos valores igualitários? Por que se subsidiam com dinheiro público colégios que praticam a segregaçom por sexos? Porque se continua a permitir a discriminaçom salarial? Porque nom se acaba de vez com os conteúdos machistas da programaçom da radio e televisom públicas, da publicidade?.... poderíamos continuar até encher páginas e páginas… demasiados porquês e umha só resposta: 6 mulheres galegas mortas neste ano… que ainda nom finalizou.

De NÓS-Unidade Popular reclamamos a adopçom urgente destas (e outras) medidas, como único caminho para começar a mudar a nossa realidade em direcçom a umha sociedade igualitária.

 

 

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