Assembleia
de Mulheres do Condado convoca concentraçom polo Dia da Mulher Trabalhadora

7 de Março de 2004
Reproduzimos a convocatória feita pública pola Assembleia de Mulheres do Condado com motivo do dia 8 de Março, convocando umha concentraçom ante a Cámara municipal de Ponte Areas.
Concentraçom do 8 de Março, Dia da Mulher Trabalhadora
A Assembleia de Mulheres do Condado (AMC) convoca para a vindoura segunda-feira 8 de Março umha concentraçom diante do Concelho de Ponte Areas para comemorar o Dia Internacional da Mulher Traballhadora. Sob a legenda Equiparaçom salarial já temos convocada umha concentraçom pública às 20.30 horas em que será lido o manifesto elaborado para esta ocasiom, centrado na grave situaçom de marginalizaçom e exploraçom que padecemos as mulheres trabalhadoras galegas.
Actualmente, na Galiza a maioria dos postos de trabalho aos quais acedemos as mulheres som os mais precários, menos qualificados e pior remunerados. Somos as mulheres maioritariamente quem pomos nome e apelidos aos contratos precários ou "lixo", levando sobre as nossas costas a pesada dupla jornada laboral, o cuidado das e dos filhas/os , o sujo e desgratificante trabalho na morada, o cuidado das pessoas maiores ou doentes da família, tarefas reservados de maniera injusta, condenando-nos a um rol que provoca grandes e múltiplos benefícios ao sistema capitalista-patriarcal actual.
As mulheres sofremos violência machista também no trabalho, ao sermos as primeiras a ir à rua na hora dos despedimentos. Essa violência também se reflecte no assédio sexual que sofremos muitas de nós nos postos de trabalho, quer sejam verbais, quer tocamentos, insinuaçons e até a violaçom.
Na Assembleia de Mulheres do Condado (AMC) nom queremos deixar passar esta data sem fazermos umha denúncia das actuais manifestaçons de machismo brutal ocorridas em Toques polo regedor de dita localidade e as posteriores declaraçons de Manuel Fraga justificando a atitude do alcaide do PP desta localidade.
A AMC apela o
conjunto das mulheres do Condado para participar activamente na concentraçom
porque só a pressom, a denúncia e a mobilizaçom social
poderá evitar mais agressons, mais marginalizaçom e exploraçom.