A Junta cede: vitória da luita estudantil em Ponte Areas

19 de Fevereiro

Após quatro dias de fechamento na escola de Ensino Secundário Pedra da Auga de Ponte Areas, a Junta da Galiza cede às demandas do estudantado

Após quatro dias de encerramento, terça-feira 17 de Fevereiro o secretário geral da Educaçom, Néstor Valcárcel, confirmava que a Junta da Galiza cedia a todas as reivindicaçons expostas pola Assembleia de Estudantes e a AMPAS do IES Pedra da Auga de Ponte Areas.

A Assembleia de Estudantes, após conseguir os objectivos que se marcaram ao iniciar o encerramento, decidiu abandoná-lo na noite da quinta-feira 19 de Fevereiro, cumprindo assim seis dias de fechad@s.

Todo começou na madrugada da sexta-feira 14 de Fevereiro, quando um grupo de estudantes, entre @s que se achavam militantes de AGIR, entrou no Pedra da Auga de Ponte Areas. Dava assim começo um encerramento indefinido para exigir à Conselharia de educaçom a construçom de um novo centro de Secundário em Ponte Areas, o imediato início das obras de condicionamento do actual centro enquanto durava a construçom do novo, o incremento do pessoal na escola e a demissom da equipa directiva pola submissom aos ditados do Partido Popular.

Imediatamente, o Delegado da Educaçom na Província de Ponte Vedra, Fraga Boulhosa pom-se em contacto como @s estudantes para exigir-lhes que abandonem a sua atitude porque a Junta nom está disposta a ceder a nengumha das suas demanadas.

A mesma sexta à noite, Néstor Valcárcel, secretário geral da Educaçom, fai acto de presença no centro escoltado pola Guarda Civil. Durante várias horas, mantém umha conversa com o representante d@s alun@s. Néstor Valcárcel insiste em que despejem o prédio em troca de umha auditoria para avaliar a situaçom do centro. Como resposta, o representante d@s fechad@s volta a deixar-lhe claro que nom abandonarám o protesto até ser aceite a totalidade da tabela reivindicativa, desligando a continuaçom o telefone. Ao abandonar o centro, o secretário geral foi increpado pola vizinhança que se concentravaàs portas da escola.

Só quatro dias depois de iniciada a acçom, a Junta da Galiza do PP aceitou negociar as reivindicaçons estudantis, acabando por aceitá-las no seu conjunto. A Junta compromete-se a iniciar as obras no velho centro esta mesma semana e a ter rematado o novo instituto em 2005. Aliás, aceitou a demissom da equipa directiva e ampliará imediatamente o quadro de pessoal do Pedra da Auga.

Durante este tempo @s estudantes que se mantenhem fechad@s recebem o apoio incondicional das AMPAS, com as que se passará a consensualizar a tabela reivindicativa, e som arroupad@s por distintos colectivos de Ponte Areas.

Após terminada esta etapa do conflito, AGIR quer manifestar,

1.- Mais umha vez, demonstra-se correcta a palavra de ordem "a luita é o único caminho". Só a acçom decidida e a firme vontade do estudantado da escola de Secundário de Ponte Areas conseguiu fazer ceder o PP. Esta é umha liçom nom só para o estudantado da nossa vila e comarca, como para o conjunto do estudantado galego que desde agora sabe que o inimigo pode ser derrotado mediante a mobilizaçom e a luita.

2.- A Assembleia de Estudantes da EES Pedra da Auga pudo acadar esta vitória sobre o Partido Popular ao fazer ouvidos surdos às acusaçons lançadas contra @s militantes de AGIR de quererem manipular a vontade do estudantado para atingir nom se sabe que benefícios. Sem a unidade e a madurez demonstrada nestas complicadas jornadas de luita polo estudantado de Ponte Areas nom seria possível ter derrotado o PP e os seus planos de precarizaçom do ensino público.

3.- Também nom seria possível esta vitória sem o apoio do povo de Ponte Areas. Fôrom numerosos os casos de vizinh@s que se achegárom ao centro para dar mantas, colchons ou para colaborar economicamente com o protesto. Também fôrom vários os negócios da vila que dérom comida aos e às estudantes durante os dia que durou o fechamento.
Neste senso, merecem mençom especial as AMPAS, que se mativérom ao nosso lado em todo o momento e com a que @s estudantes mantivemos umha frutífera unidade de acçom.

Tanto a Assembleia de Estudantes como as AMPAS projectavam a convocatória de umha plataforma aberta a todas as organizaçons e colectivos de Ponte Areas para estender umhas reivindicaçons que afectam ao conjunto do povo trabalhador da vila.

5.- Devemos manter-nos alerta. Sabemos que a Junta do Partido Popular desde o primeiro momento tentou desactivar o protesto e devolver a normalidade ao nosso centro sem atender a reivindicaçons estudantis e nom há que descartar que nos tentem voltar a enganar com falsas promessas. Há que recordar que no mês de Dezembro a Conselharia da Educaçom nom duvidou em utilizar a mentira para desmobilizar as AMPAS.

6.- Nom podemos deixar impune a atitude do alcaide Francisco Candeira (PSOE) e do Tenente de alcaide Roberto Mera (BNG), que num alarde de oportunismo eleitoralista tentam capitalizar politicamente esta vitória integrando-se na Comissom de seguimento do acordo quando nestes meses de reivindicaçons nom mostrárom o mais mínimo interesse por reclamar melhoramentos para o nosso centro.

Assim como exigimos e conseguimos a demissom da equipa directiva do Centro pola sua ineptidom e a sua submissom aos ditados do Partido Popular, também devemos criticar com dureza o abandono ao qual o Concelho, em maos do PSOE e BNG, submeteu a EES Pedra da Auga. Só quando a vitória estava perto, fazendo umha demonstraçom de falta de escrúpulos, é que se atrevêrom a somar-se ao carro..

A LUITA É O ÚNICO CAMINHO
ADIANTE A O MOVIMENTO ESTUDANTIL GALEGO
PAREMOS O PARTIDO POPULAR
DEFENDAMOS UM ENSINO GALEGO, PÚBLICO, DE QUALIDADE E NOM PATRIARCAL.

 

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