Assembleia de Mulheres do Condado ante o julgamento de um acusado por violaçom em Ponte Areas

5 de Fevereiro de 2004

Reproduzimos o comunicado feito público pola Assembleia de Mulheres do Condado (AMC) com motivo do julgamento de um vizinho acusado de violador, quase dous anos depois do crime, acontecido na vila do Sul da Galiza.

Nengum violador sem castigo

A Assembleia de Mulheres do Condado (AMC) manifestamos a nossa maior repulsa face o vizinho de Ponte Areas Alfonso D.C., acusado de ter violado no passado dia 2 de Junho de 2002 a sua ex-companheira. Apesar de ser um execrável crime que provoca umhas seqüelas físicas e psíquicas de carácter praticamente irreversíveis para a vítima, tivo que passar ano e meio para que por fim seja julgado.

A AMC exige das autoridades judiciais que este agressor sexual seja condenado com dureza, tendo em conta que o fiscal tam só solicita penas de 7 e 3 anos de cadeia polos delitos de agressom sexual e danos físicos, respectivamente.

A AMC solicita que se faga justiça e que delitos como estes nom fiquem impunes. Mas também manifesta que nom tem confiança no actual sistema judicial e político vigorante. As declaraçons de Manuel Fraga, Presidente da Junta da Galiza, apoiando o alcaide de Toques, militante do PP, e condenado por agressom sexual a umha vizinha, e as posteriores declaraçons ligando agressons sexuais com liberdade sexual, exprime claramente a conivência do patriarcado com os nossos governantes.

A AMC apela ao conjunto das mulheres do Condado para denunciarem todas as agressons sexuais, para manifestarem publicamente sem medo os nomes e os apelidos dos homens que nos agridem, pois visibilizar o terrorismo machista é um dos melhores mecanismos para contribuir a reduzir estes factos, para evitar violaçons, malheiras e as terroríficas cifras de mulheres assassinadas a maos de homens, companheiros, parelhas ou maridos.

Somos conscientes que a causa fundamental da violência machista que sofremos diariamente as mulheres é a sociedade capitalista e patriarcal, que submete e oprime a mulher, a infravaloriza, explora e a relega a um segundo plano, mas também sabemos que hoje, aqui e agora, com organizaçom e luita feminista podemos parar o machismo.

Mais umha vez, pedimos a colaboraçom activa das autoridades municipais e autonómicas para todas as mulheres vítimas do machismo disporem de serviços jurídicos gratuitos, vivendas protegidas e apoio psicológico, social e laboral.

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