Ecologistas alertam sobre a baixa qualidade do ar nas redondezas das centrais termoeléctricas galegas


4 de Janeiro de 2004

A organizaçom "Ecologistas em Acçom" apresentou em Dezembro de 2003 o relatório "Qualidade do ar nas redondezas das centrais termoeléctricas espanholas", em que dá a conhecer os dados referidos à qualidade do ar nas proximidades das centrais térmicas situadas no Estado espanhol.

O relatório foi elaborado a partir dos dados ao respeito facilitados polo Ministério espanhol de Ambiente, obtidas de respostas parlamentares do Governo espanhol, e por diversas Comunidades autónomas. A organizaçom ecologista, denuncia, porém, a negativa do Governo espanhol a facilitar dados directamente, apesar do estabelecido na Lei de Acesso à Informaçom Ambiental (Lei 38/1995). Também denuncia a negativa da Junta da Galiza a facilitar esses mesmos dados, polo que apresentárom umha queixa ante a Uniom Europeia.

O relatório denuncia que as redes de mediçom da poluiçom nas redondezas das centrais som "manifestamente inadequadas para assegurar o cumprimeto das condiçons estabelecidas na legislaçom de qualidade do ar (R.D. 1703/2002)", salientando que muitas estaçons nom medem os contaminantes estabelecidos, ou que em muitas ocasions a percentagem de dados capturados é muito inferior ao legalmente estabelecido. Especial destaque fam das instalaçons que disponhem de estaçons de mediçom que nom proporcionam dados: "o caso mais escandáloso", recolhem, "é o das instalaçons próximas da central térmica de Compostilha", na comarca galega do Bérzio, "que é a que mais emissons produz de óxidos de nitrogénio (NOx) e a terceira de dióxido de enxofre (SO2)". Ecologistas em Acçom supom que a nom publicaçom destes dados oculta imcuprimentos manifestos. Precisamente, o relatório denuncia a central térmica de Compostilha como umha das mais poluentes de todo o Estado espanhol. "As elevadas emissons destes contaminantes, e outros como as partículas ou os metais pesados" estám a degradar a qualidade do ar no conjunto do Bérzio.

A central térmica de Compostilha, propriedade de ENDESA, e situada junto de Ponferrada, no Bérzio, conta com 8 estaçons de controlo da contaminaçom atmosférica, que pertencem à própria central de ENDESA, e de 22 estaçons num raio de 30 quilómetros à volta da central. Em duas destas últimas estaçons, sitas em Ponferrada, ultrapassou-se o valor limite diário para as partículas PM10, em mais de 35 ocasions. Das estaçons citadas, a "Conselharia de Ambiente da Junta de Castela e Leom" (lembremos que a comarca galega do Bérzio se situa oficialmente sob Administraçom castelhano-leonesa), só proporciona dados relativos a 3 das 22 estaçons sitas no raio de 30 quilómetros. As 8 estaçons pertencentes à central nom facilitárom dados, denuncia Ecologistas em Acçom.

Na central térmica de Anlhares, continua o relatório, propriedade de Unión Fenosa, e instaladas em Anlhares do Sil, no termo municipal de Páramo do Sil, também no Bérzio, umha das estaçons de mediçom registou o valor limite anual para a saúde humana em dióxido de nitrogénio, NO2. Outras três estaçons de mediçom registárom superaçons do valor limite anual para a protecçom da vegetaçom para os óxidos de nitrogénio, NOx.

A "Conselharia de Ambiente da Junta da Galiza", por seu turno, negou-se a facilitar dados a respeito da qualidade do ar nas redondezas das centrais térmicas de produçom de electricidade. Ecologistas em Acçom apresentou umha queixa formal perante a Uniom Europeia. Mesmo assim, a organizaçom autora do relatório assinala que a Comunidade Autónoma da Galiza (quer dizer, deixando fora a faixa oriental da Galiza, sob Administraçom asturiana, leonesa ou samorana), com só três centrais térmicas, emite quase 37% de todo o dióxido de enxofre das centrais do Estado espanhol. A central das Pontes, propriedade de ENDESA, tem, a dizer da organizaçom, "a duvidosa honra de ser a central que mais dióxido de enxofre emite de todo o Estado espanhol, com 336.095 toneladas durante o ano 2002".


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