Estado espanhol incumpre legislaçom internacional vendendo material bélico a países empobrecidos e com conflitos armados

29 de Janeiro de 2004

Diversas ONG's espanholas tenhem denunciado o negócio que o Estado espanhol realiza mediante a venda de armamento a vários estados africanos. Em concreto, os estados em questom som Ghana, Guiné Conakry, República Centroafricana, Mauritánia, Costa do Marfim, Senegal, Guiné Bissau, Angola, Burkina Faso e os Camarons; vários deles, portanto, em guerra civil, e todos eles com um nível de empobrecimento extremo.

Aministia Internacional, Greenpeace, Intermón Oxfam e a "Escuela de Cultura de Paz" som as entidades denunciantes de um hábito que pom de relevo o conceito de "solidariedade" e "ajuda ao desenvolvimento" que tanto cacarejam os políticos do sistema, nomeadamente os responsáveis actuais do Governo, do Partido Popular.

O Governo espanhol tentou safar-se das acusaçons dizendo que se trata de muniçom de tiro desportivo, o que peritos independentes rebatêrom afirmando que o calibre da mesma demonstra que se trata de obuses para uso bélico. O Governo do PP continua portanto a mentir para disfarçar a sua política de lucrar-se com a promoçom das guerras em países empobrecidos.

As exportaçons de muniçons a países africanos atingírom mais de quatro milhons de euros só em 2002. As operaçons som no caso de oito dos estados em questom ilegais, ao incumprirem a normativa aprovada pola Comunidade Económica de Estados de África do Oeste (ECOWAS), que estabeleceu umha moratória nas importaçons de armamento ligeiro e muniçom que os respectivos estados e o próprio Estado espanhol incumprem flagrantemente.

O negócio da exportaçom de armamento por parte do Estado espanhol em 2002 supujo um total de 274,7 milhons de euros, incrementando em 18,8 % os lucros do ano anterior. É um hábito do Estado espanhol vender armas a estados em guerra ou com conflitos armados, como a Índia, Paquistám, Israel, Sri Lanka, Marrocos, Filipinas, Colômbia ou Angola, incumprindo o Código de Conduta da Uniom Europeia. Na maior parte desses casos, o armamento espanhol serve para os estados respectivos reprimirem movimentos subversivos e populaçom civil, algo bem evidente na Colômbia, Sri Lanka e Israel, por citar três casos contrastados.

Para completar o perfil da obscura actuaçom do Estado espanhol nesta matéria, as ONG's citadas denunciam a cada vez maior opacidade no que di respeito à informaçom facilitada polo Governo espanhol. A reduzida informaçom que oferece costuma chegar com tanto atraso que impede qualquer denúncia prévia de umhas práticas ilegais e de lesa humanidade praticadas por quem di situar-se em vanguarda da democracia no mundo.


Voltar à página principal