BNG adere oficialmente ao padrom lingüístico isolacionista da RAG

23 de Janeiro de 2004

A direcçom do BNG, o Conselho Nacional, aprovou na sua última reuniom a adesom dessa força política à norma para a escrita do nosso idioma promovida e aprovada pola direita espanhola (Alianza Popular) em 1982, após a última reforma da mesma acontecida em Julho passado, e que consagra a ruptura da unidade lingüística galego-portuguesa.

Lembremos que o BNG defendeu durante os últimos vinte anos umha norma dita "de consenso" ou "de mínimos" que permitisse caminhar em direcçom à reintegraçom de galego e português como ramos de um mesmo diassistema lingüístico que som. Também rejeitou a norma imposta por decreto do Governo autonómico de AP (hoje PP) em 1982, até que finalmente decidiu dar umha viragem à sua posiçom histórica, que agora se verifica no uso do padrom isolacionista de maneira oficial a partir da próxima campanha eleitoral. E dizemos oficialmente, porque na prática a norma oficial vinha sendo empregue por numerosos organismos e representantes do Bloque desde havia anos, sendo unicamente censurado e perseguido o uso do galego reintegrado por parte de militantes reintegracionistas.

O BNG tenta justificar a sua renúncia com base num inexistente "consenso", apesar de saber perfeitamente que os sectores comprometidos com o reintegracionismo nom pudérom participar na "negociaçom" entre a intelectualidade próxima do Bloque e o núcleo duro do oficialismo.

No cúmulo do descaramento, a organizaçom maioritária do nacionalismo galego, progressivamente virada para o autonomismo, chega a definir a situaçom actual com a frase "o BNG apostou e ganhou", e acrescenta que "o BNG exigirá o cumprimento da normativa".

Desconhecemos é se essa anunciada exigência estará dirigida aos sectores normalizadores que recusamos vestir o nosso idioma com roupas espanholas, mas nom seria estranho que, também neste ámbito, o BNG passasse a partilhar as políticas repressivas das instituiçons espanholas que mandam na Galiza. Assim costuma fazer o Bloque dentro das quotas competencias que a sua representaçom institucional lhe outorga.

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