O presidente dos patrons galegos acha que "os trabalhadores fixos tenhem demasiados direitos"

21 de Janeiro de 2004

Nom é umha brincadeira de muito mau gosto. António Fontenla, presidente da Confederaçom de Empresários de Galiza (CEG), afirma numha entrevista publicada polo jornal "El Faro de Vigo" na segunda-feira 19 de Janeiro que "os trabalhadores fixos tenhem demasiados direitos". O máximo dirigente patronal galego exprime sem eufemismos a posiçom da burguesia, transmite sem filtro a voracidade da actual ofensiva do capital contra o trabalho que dia a dia padecem maior número de assalariad@s.

Fontenla considera que a alta precariedade laboral na Galiza (35%, 4 puntos por cima da média do Estado) é conseqüência dos "excessivos" direitos d@s trabalhadores e trabalhadoras com contrato sem termo, polo que solicita que a vindoura reforma laboral que aplique o governo emanado das eleiçons de 14 de Março aniquile os direitos adquiridos em décadas de luita pola classe operária. Fontenla nom fai mais que anunciar as linhas estratégicas do seguinte passo de permanente agressom contra a classe trabalhadora que a burguesia vem realizando desde há mais de umha década.

A António Fontenla devia ser-lhe aplicada a legislaçom vigente por apologia do terrorismo. As suas declaraçons significam miséria, desemprego, sinistralidade laboral, pobreza, dor, socializaçom da violência institucional, amargura para centenas de milhares de trabalhadoras e trabalhadores galeg@s, nomeadamente jovens e mulheres, que dia a dia sofrem as conseqüências das leis do mercado, da competitividade empresarial, da "modernizaçom". A fotografia com a sua cara deveria ser editada polos sindicatos sob o epígrafe de TERRORISTA. Este tipo de declaraçons nom podem, nom devem ficar impunes.
Só a auto-organizaçom operária, a luita popular logrará parar os pés da burguesia.

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