CIG denuncia precariedade laboral na Galiza

3 de Fevereiro de 2004

A Confederación Intersindical Galega (CIG) anunciou umha campanha de denúncia da crescente precariedade laboral existente na Galiza. Os 271.000 contratos a prazo, que suponhem 35% do total de contratos existentes no mercado laboral galego, provam a grave situaçom da classe trabalhadora galega, mas a situaçom torna mais grave ao verificarmos que 91% dos novos contratos assinados na Galiza som também a prazo, concentrados sobretodo na construçom, hotelaria e indústrias manufactureiras, e entre os trabalhadores e trabalhadoras menos qualificados.

Para além desses dados, a CIG lembrou também como 11% da populaçom activa trabalha no nosso país sem qualquer contrato ou ligaçom formal com a empresa que lhe rouba a força de trabalho. Este emprego submerso inclui-se principalmente nos sectores têxtil e de serviços, concretamente na hotelaria.

Em consonáncia com as denúncias que nos últimos tempos vem realizando a esquerda independentista, a CIG denunciou ainda o alarmante crescimento da precariedade laboral no sector público, e como cada vez há mais pessoal interino contratado e menos quadro de pessoal sem prazo. É o caso do Serviço Galego de Saúde, em que segundo a CIG "há pessoas que tenhem mais contratos anuais que dias tem o ano, podendo chegar a ter dous contratos num só dia"

Deste jeito, o aumento da marginalizaçom, a pobreza e a exclusom social estám servidas, bem como a sinistralidade no emprego e a descida no índice de natalidade que fai da Galiza umha das naçons mais envelhecidas do Mundo.

É boa notícia que a principal central sindical nacional anuncie passos no combate à gravíssima situaçom de precariedade de cada vez mais amplos sectores do Povo Trabalhador Galego. Até porque vinha sendo norma no conjunto de organizaçons sindicais esquecerem esses sectores, normalmente jovens e desprotegidos, dedicando-se unicamente a defender os direitos da fatia de trabalhadores e trabalhadoras das grandes empresas e com contratos mais estáveis, principal sustento da linha reformista, burocrática e pactista das dirigências sindicais. Resta comprovar o alcance da iniciativa anunciada pola CIG.

 

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