Acerca da detençom de Simón Trinidad. Comunicado das FARC-EP

16 de Janeiro de 2004
A seguir, apresentamos o comunicado feito público polas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia - Exército do Povo após a captura do comandante Simón Trinidad por parte do Estado colombiano. A informaçom achegada polas FARC contradi a versom oficial no que di respeito às circunstáncias da citada detençom.
Acerca da detençom de Simón Trinidad
1- A detençom
do comandante Simón Trinidad no passado 2 de Janeiro em Quito, Equador,
trunca a missom clandestina que lhe fora assinalada o Secretariado das FARC:
procurar nesse país um lugar adequado para a reuniom com o secretário-geral
da ONU, Kofi Annam e o senhor James Lemoyne, bem como o encontro previsto
com representantes do governo francês com o objectivo de encontrar umha
soluçom definitiva para o cativeiro de Ingrid Betancourt e demais prisioneiros
de guerra mediante a troca ou intercámbio humanitário.
2- A actuaçom
de organismos de segurança dos Estados Unidos e da Colômbia nesta
captura, além de constituir umha afronta à soberania do Equador,
revela a existência de uma turva aliança entre Lucio Gutiérrez,
o fascista Álvaro Uribe e a Casa Branca, dentro do ámbito do
Plano Colômbia, contra os líderes revolucionários dos
nossos países. É claro que a conduta destes governantes, atados
à ambiçom hegemonista de Washington, nom afecta a relaçom
histórica, bolivariana, que sempre distinguiu os povos irmaos da Colômbia
e do Equador.
3- Simón
Trinidad é um destacado quadro político das FARC. No processo
de paz suspenso há dous anos actuou validamente, primeiro na comissom
temática e a seguir na mesa dos diálogos.
4- Conclamamos os povos do mundo, as suas organizaçons políticas e sociais, os bolivarianos do continente e os governos democráticos a exprimirem a sua solidariedade com a justa luta do povo da Colômbia que enfrenta a ingerência cada vez maior do governo dos Estados Unidos no seu conflito interno. Apelamos à solidariedade com todos os presos políticos da Colômbia e à exigir do governo Uribe que nom entrave mais a assinatura de umha troca ou acordo humanitário com as FARC que torne possível a libertaçom de prisioneiros de guerra e políticos em poder das duas partes, no qual incluímos, naturalmente, o nome de Simón Trinidad.
Secretariado do Estado Maior Central
Montanhas da Colômbia, 13 de Janeiro de 2004
Mais informaçom
sobre a detençom do comandante guerrilheiro Simón Trinidad
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