"Consenso" repressivo: juiz de Compostela rejeita recurso por estar escrito em galego reintegrado

11 de Fevereiro

Se a alguém ficavam dúvidas sobre o significado do suposto "consenso" atingido polos sectores isolacionista e "de mínimos" para reformar a normativa lingüística em Julho passado, acabamos de ter umha mostra de como será utilizada para reprimir a livre escolha gráfica por parte de cidadaos e cidadás galegas.

Com efeito, Miguel Garcia Nogales e Ugio Caamanho Sam Tisso apresentárom no Julgado nº 2 de Compostela um recurso de defesa escrito em galego consoante as normas reintegracionistas propostas pola AGAL há já duas décadas, com amplo percurso e presença social significativa em sectores comprometidos com a causa da nossa língua. Apesar disso, a Real Academia Galega, através do seu secretário, o exaltado isolacionista Manuel González González, respondeu a consulta dos julgados compostelanos afirmando que "o documento (...) non se adapta ás Normas ortográficas e morfolóxicas do idioma galego, oficiais para a escrita do idioma galego". Também di que "a lingua escrita no documento non se adapta minimamente nin ás opcións recollidas polo texto normativo da RAG antes do 20 de xullo nin ás modificacións introducidas nel a partir desta data”. A seguir, a RAG cita 72 formas denominadas "heterografias" e "opcións non normativas", valorizando que a sua sistematicidade “non fai posible a interpretación de que se trate de erros ortográficos ocasionais e involuntarios”.

Com grande hipocrisia, a RAG actua no seu escrito como se desconhecesse a existência da proposta reintegracionista, referindo-se ao texto como sendo apenas umha cheia de erros ortográficos. Desse jeito, a farsa pseudocientífica de Manuel González e a Real Academia Galega dam pé a que o Julgado nº 2 poda rejeitar o recurso de dous cidadaos galegos, que ficam assim indefesos ao ser agredida a sua liberdade ideológica, de expressom e à defesa jurídica.

O organismo antirrepressivo CEIVAR denunciou já esta grave agressom. É de esperar que também as entidades normalizadoras e políticas galegas denunciem este atropelamento dos direitos lingüísticos dos galegos e as galegas. Primeira Linha fai-no de maneira firme e chama à insubmissom frente à imposiçom de um modelo de língua espanholizante como o ratificado em Julho de 2003 polas organizaçons do nacionalismo autonomista galego e o isolacionismo oficialista.

Fonte: Galizalivre.org

 

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