O Comité de Empresa da Agencia EFE denuncia a manipulaçom e censura em relaçom com os ataques do 11-M em Madrid

A representaçom dos trabalhadores e trabalhadoras da Agencia pública espanhola de notícias, EFE, denunciou a censura e manipulaçom imposta pola direcçom da empresa, que ocultou dados das pesquisas sobre os ataques islamistas contra os comboios madrilenos para favorecer o Governo do PP. Além de evitar a difusom de dados relevantes, a direcçom ordenou que fossem filtradas as declaraçons de dirigentes da oposiçom por ordens do PP.

O Comité de Empresa da EFE exige a destituiçom imediata do director de informaçom da Agência, Miguel Platón, que elaborou umha informaçom, com posterioridade à detençom de cinco islamistas suspeitos de participarem nas explosons de Madrid, em que se pretendia "provar" que todas as pesquisas policiais apontavam directamente para a ETA, descartando de vez Al Qaeda. Miguel Platón, às ordens do PP, impujo segundo os trabalhadores e trabalhadoras "um regime de manipulaçom e censura prévia".

As notícias utilizadas pola ministra dos Negócios Estrangeiros, Ana Palacio, utilizou "notícias" assinadas por Platón como "aval" da "teoria basca", umha vez que os jornalistas da Mesa de Ediçom de EFE recursárom assinar tais "informaçons", por serem invençons do director, carentes de qualquer rigor.

O Comité de Empresa exprimiu o seu temor a que os directivos aproveitem a mudança de Governo para levarem os bolsos cheios, dado que contam com contratos blindados e outros favores do Governo do Partido Popular como pagamento dos seus serviços.

O Comité de Empresa afirma que os trabalhadores sabiam desde a mesma manhá dos ataques bombistas que existia um telemóvel configurado em árabe e a carrinha achada em Alcalá, e mesmo que um dos mortos era membro do comando atacante, mas o presidente de EFE, Miguel Ángel Gozalo, e o director de Informaçom, Miguel Platón, ordenárom a censura prévia. Foi expressamente proibida a difusom de qualquer informaçom relacionada com a possível participaçom de islamistas nas acçons contra os comboios madrilenos.

Com o passar dos dias, surgem novos dados sobre a imensa manipulaçom mediática imposta pola direita espanhola ao aparelho de Estado, que finalmente nom pudo evitar a sua derrota eleitoral.


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Os dous directivos da Agência EFE som peças do aparelho mediático do PP