Os serviços secretos espanhóis vigiam os nacionalismos periféricos do Estado espanhol

6 de Fevereiro de 2004

Era mais do que umha suspeita, até por ter trascendido já em diversas ocasions a existência de microfones, seguimentos e outros meios de controlo ilegal contra membros de organizaçons independentistas das naçons sem Estado cuja soberania usurpa o Estado espanhol. Agora acaba de ser confirmado que esse controlo vai para além das organizaçons revolucionárias, atingindo também partidos reformistas que procuram algum tipo de mudança na formulaçom actual do Estado espanhol.

Fontes próximas do CNI explicam que o seguimento e controlo aplicado ilegalmente a membros do PNB, EA, ERC e BNG respondem à cautela de "garantir a soberania e independência de Espanha, defender a sua integridade territorial e a ordem constitucional", tal e como fica recolhido na Constituiçom espanhola.

Especial incómodo causa a ratificaçom desse facto aos membros do BNG, que julgavam ter sido já admitidos como gente "de ordem" por parte do sistema. Era claro que as esquerdas independentistas eram controladas de perto, e no caso galego qualquer militante é consciente do especial zelo policial na espionagem da actividade política independentista. Escuitas ilegais em telefones, "visitas" a familiares e vizinhança com o intuito de saber e atemorizar, assaltos a locais e moradias, som alguns dos "sinais" com que continuamente a polícia e os serviços secretos espanhóis pretendem intimidar e ter conhecimento de todo o que acontece no independentismo galego.

Agora comprovamos que também forças autonomistas mais ou menos próximas das posiçons nacionalistas, como o BNG ou o PNB, som sistematicamente controladas polo Estado espanhol.

O controlo tem carácter "integral", o que significa que inclui o telefone, correio electrónico, seguimentos e outras formas de espionagem que o independentismo conhece bem por termos já repetidamente comprovado a existência desse tipo de práticas por parte da polícia espanhola e o CNI.

Ainda que a connfirmaçom nom inclua ainda outro tipo de organizaçons, é claro que a espionagem ilegal abrange também as organizaçons sindicais e outros movimentos sociais que realizam algum tipo de actividade política por mais ténue que seja o seu carácter transformador, ficando incluídas organizaçons reformistas.

Qualquer activista atent@ comprova facilmente a continua acossa a que a polícia submete a actividade da sua organizaçom. Porém, essas pistas som apenas a ponta do icebergue do trabalho policial e militar neste ámbito, caracterizado pola grande dimensom e sistematicidade.

Também nestes dias soubemos que dous corpos repressivos espanhóis, o militar da Guarda Civil e o civil da Polícia, realizam escuitas directamente a dirigentes e militantes políticos sem qualquer necessidade de permissom judiciária. Nem sequer dependem já das empresas telefónicas como antes acontecia. Com efeito, desde 2001, o Ministério do Interior espanhol adquiriu aparelhos e tecnologia que permitem interceptar chamadas telefónicas directamente sem ninguém saber. Já nesse ano se realizou um concurso secreto dirigido a empresas que elaborassem um programa de escuitas tecnologicamente informatizado e avançado, programa que foi desenvolvido e está em marcha desde 2001.

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