Fidel Castro: morrerei com umha arma na mao

31 de Janeiro de 2004

Fidel Castro acusou os Estados Unidos de tramar o seu assassinato e dixo que vai morrer "com umha arma na mao", num discurso feito ante membros do movimento continental contra a ALCA.

No seu pronunciamento de cinco horas de duraçom em Havana, o líder cubano dixo que o seu país está disposto a repelir umha invasom dos Estados Unidos.

"É melhor que esses idiotas nom achem que nós estamos perdendo o nosso tempo (...). Este país nunca vai desistir. Nunca vai depor as suas armas," afirmou.

Fidel afirmou que a administraçom Bush está a tentar a sua morte juntamente com exilados cubanos nos Estados Unidos.

"Homem morto"

Fidel Castro discursou a cerca de mil activistas de várias partes do mundo contrários ao livre comércio - em particular à Área de Livre Comércio das Américas (Alca), promovida polos Estados Unidos para aumentar o submetimento dos povos americanos.

Fidel dixo que ele nom quer umha guerra contra "o imperialismo ianque", mas alegou que o presidente americano George W. Bush se comprometeu a tentar matá-lo.

"Nós sabíamos que Bush tinha assumido um compromisso com a máfia da Fundaçom Cubano-Americana para me matar. Eu acuso-o de fazer isso," dixo o presidente da República de Cuba.

"Este homem morto ainda pode falar. Este homem morto pode fazer planos. Este homem morto (...) ainda nom morreu."

"Com um revólver na minha mao, eu nom me importo como vou morrer, mas eu estou confiante de que se eles nos invadirem, eu vou morrer luitando", dixo Castro, arrancando ruidosos aplausos do público, que incluía índios dos Andes, sem-terra brasileiros e funcionários dos correios canadianos.

CIA

Castro sobreviveu já a vários complós da CIA para assassiná-lo na década de 60. Mas muitos cubanos agora temem que o governo americano, frustrado pelo fracasso de um embargo de 40 anos para derrubar Castro, poda tentar invadir a ilha.

Cerca de 130 mil Comités para a Defesa da Revoluçom e outras organizaçon locais fôrom chamadas a intensificar a sua vigilância.

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, criou umha comissom especial para monitorar os acontecimentos em Cuba e "fai planos para o dia feliz em que o regime de Castro nom existir mais".

No início do ano, representantes do governo Bush também acusárom Cuba de tentar desestabilizar outros países latino-americanos.

Lembremos também que o próprio presidente espanhol declarou recentemente que espera ver o fim da Revoluçom Cubana, dentro de umha série de declaraçons e gestos que diversos agentes do imperialismo realizam nos últimos tempos em tom ameaçador contra o povo cubano.


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