Reacçons à queda da estátua de Franco em Narom

10 de Dezembro de 2003

Nos últimos dias, os media impressos, digitais, radiofónicos e televisivos tenhem reflectido sobre a contundente e digna acçom protagonizada por activistas de NÓS-UP no passado dia 7 de Dezembro em Narom. Referimo-nos, claro, à queda de um símbolo fascista que durante as últimas décadas nengum governo desses autoproclamados "democráticos" e até "de esquerdas" ousou tocar. Finalmente, a estátua dedicada ao fascista Francisco Franco caiu pola força da iniciativa popular assumida por activistas independentistas.

A seguir da acçom, os editoriais jornalísticos, os artigos de opiniom e "informativos", os políticos "progres" da comarca de Trasancos, e até dirigentes da Associaçom Memória Histórica, afirmárom a ilegitimidade do acto, por vezes mentindo e fazendo coro com as declaraçons policiais, desejosas de aplicar repressom e incapazes de localizar @s autores/as. Lembremos que a polícia espanhola detivo um carro que se dirigia à homenagem que ia decorrer no Val pouco depois da queda da estátua, identificando dous militantes independentista e tentando responsabilizá-los sem nengumha prova.

Especialmente penosas resultárom declaraçons de dirigentes do PSOE ferrolano e da governante Unidade por Narom, como o concelheiro ferrolano Fra Molinero e o vice-presidente da Cámara naronesa, José Luís Blanco, acusando uns de "batasunizaçom" e afirmando outros que os símbolos fascistas "nom fam mal" e que a iniciativa "nom foi correcta".

Felizmente, as pessoas correntes, as da rua, as que conformam o povo trabalhador, aplaudírom a ousada acçom como o que foi, umha pequena homenagem em desagravo por tanto terror espalhado polos fascistas espanhóis durante décadas na Galiza. Também sócios e sócias da Associaçom Memória Histórica mostrárom publicamente o seu apoio à eliminaçom da estátua, contra a indigna declaraçom do seu dirigente no acto do Val no próprio dia 7. A expressom de umha mulher de Sam Mateu de Trasancos, já maior, resume o sentir popular: "vaia o demo com ele!".

Quanto ao cinismo do PSOE e restantes pseudo-progres, a sua inacçom durante os anos de governo em concelhos com presença de simbologia franquista (pré-constitucional, sim) em edifícios públicos como o da própria Cámara municipal de Ferrol, é a realidade que melhor define a sua política como cobarde e submissa ante os poderes fácticos que sustentam o poder constitucional espanhol 25 anos depois.

Pola nossa parte, apenas queremos fazer chegar os nossos parabéns a NÓS-UP e à sua filiaçom trasanquesa pola feliz iniciativa do passado dia 7.

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