O negócio da guerra privatizada

12 de Dezembro de 2003

A guerra no Iraque, privatiza-se. O negócio iniciou-se no mesmo momento em que os EUA atacárom Bagdad: os seus disparos e dispositivos de combate estavam sob controlo de quatro poderosas empresas privadas.

As empresas estado-unidenses som, depois do Pentágono, as segundas grandes contribuintes da guerra. Segundo informa a agência de imprensa cubana Prensa Latina, citando fontes do jornal inglês The Guardian, a quantidade de pessoal contratado polas companhias de segurança e protecçom do pessoal empressarial aproxima-se dos 10.000, quantidade que ultrapassa aos mais de 9.000 soldados ingleses despregados no Iraque. Esta cifra é 10 vezes maior do que a existente durante a Guerra do Golfo de 1991. Por cada dezena de representantes de companhias privadas ou outras instituiçons, há um contratado de protecçom. Em 91, havia um destes por cada centena.

Dos mais de oitenta e sete mil milhons de dólares destinados polos Estados Unidos a manter a ocupaçom do Iraque e outras zonas da Ásia, incluído o Afeganistám, uns trinta mil milhons estám destinadas a sufragar os contratos de empressas do sector privado.

Durante o início da agressom imperialista, prossegue a informaçom do diário inglês, os dispositivos de combate ianques estavam controlados por quatro poderosas empressas privadas, bem como o funcionamento dos sistemas de armamento dos superbombardeiros de tecnologia Stealth B-2, controlados por pessoal contratado por companhias civis norte-americanas. De igual modo, as empresas estado-unidenses de segurança obtenhem importantes e muito lucrativos contratos no processo de "formaçom e preparaçom" do novo pessoal militar e policial do governo fantoche imposto no Iraque.

Corporaçons británicas como a Global Risk, que subministra pessoal paramilitar e veteranos das forças especiais para a custódia de Paul Bremer, governador ianque imposto polos ocupantes, contam-se entre as que mais beneficiam do suculento negócio da segurança privatizada. Um veterano das forças especiais inglesas, contratado agora como mercenário pola Global Risk, pode chegar a cobrar até os mil dólares diários.

Esta nova fórmula de privatizaçom dos efectivos militares é umha interesante possiblidade para as forças imperialistas. De umha parte, fam assim frente aos recortes nos exércitos, convertendo-se numha oportunidade única para o lucro das empresas privadas. De outra, facilita, caso dos Estados Unidos, lançar acçons bélicas sem necessidade de contarem com nengum tipo de aprovaçom por parte do Congresso, pois esta nom é necessária ao ser as operaçons militares levadas adiante por companhias civis.


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