Maus agoiros para as crianças no mundo capitalista de 2004

4 de Janeiro de 2004

O Fundo das Naçons Unidas para a Infáncia (Unicef) prevê um quadro pessimista para as crianças no ano que começou. Para já, a directora executiva do citado organismo lembrou que cada ano morrem 11 milhons de crianças antes de cumprirem o seu primeiro ano de vida.

O vírus da SIDA deixou já 14 milhons de menores órfaos, 11 dos quais na África Subssariana, prevendo-se que só nesse continente o número ascenda para 20 milhons até 2010.

Quanto aos conflitos armados, mais de dous milhons de meninhos e meninhas morrêrom por conseqüência de guerras e mais de seis milhons ficárom com deficiências físicas permanentes ou com ferimentos graves. Outros 20 milhons de crianças fôrom obrigadas a fugir dos seus lares e mais de um milhom ficárom orfas ou separadas das suas famílias.

Quanto à exploraçom laboral, estima-se em 246 os milhons de menores que trabalham, 171 dos quais em situaçom de risco, enquanto 1 milhom e duascentas mil som objecto de exploraçom e tráfico sexual e mais 300 mil som soldados em 30 países.

Assim, mais de um milhom de crianças e menores de vinte anos trabalham na agricultura só nos Estados Unidos, tendo morrido só em 2002 103 e ficando feridas 3.200 por lesons enquanto trabalhavam nas granjas estado-unidenses.

Agências de adopçom radicadas em estados do centro capitalista, nomeadamente os EUA, estám por trás de seqüestros de crianças provenientes do chamado Terceiro Mundo.

O contraponto às tendências que cita a Unicef é posto por Cuba, recentemente destacado como o país latino-americano que melhor protege a infáncia. Inclusive durante a década de 1990, quando a crise económica no país se tornou mais aguda por conta da perda de 85% do comércio que realizava com o bloco dito socialista, o Estado cubano nom se permitiu fechar umha escola, umha aula e deixar sem emprego sequer um só professor. A cobertura educacional para este segmento populacional em Cuba é de 100%, e acontece desde que as maes entram e gestaçom e recebem um tratamento esmerado de vigilância e acompanhamento. E a criança tem garantido a vacinaçom contra 13 tipos de doenças de forma gratuita.

No extremo oposto encontram-se o Brasil e o México, os dous estados com maior número de crianças a viver nas ruas.

Quanto à falta de escolarizaçom, as meninhas som maioria, atingindo 65 milhons do total de 121 milhons de crianças que ficam excluídas da educaçom no mundo.

Aproximadamente 83% dos menores analfabetos concentram-se na África Subsaariana, e no sul e leste da Ásia. Nestas regions, cerca de 24 milhons de meninhas fôrom excluídas da escola só em 2002, o que representou um aumento de quatro milhons em relaçom a 1990.

Em contraste com esta gritante realidade nas citadas áreas, a contribuiçom exterior ao sector da educaçom foi de 3.5 milhons de dólares, aproximadamente 30% menor que na década precedente.

Eis alguns dados do actual estado de saúde do planeta hegemonizado polo modo de produçom capitalista.


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