O tenente de alcaide de Ferrol paga a sua prepotência ante trabalhadores e trabalhadoras de IZAR

5 de Fevereiro de 2004

As mobilizaçons de trabalhadoras e trabalhadores de IZAR na comarca de Trasancos elevam o nível de combatividade. Tal e como informamos aos poucos minutos de ter concluído a acçom operária, hoje a manifestaçom de milhares de trabalhadoras e trabalhadores de IZAR Fene concluiu no Paço do Concelho de Ferrol, onde o tenente de alcaide, Juan Fernández, se enfrentou ao grupo de operários que se manifestou ante o seu gabinete.

Com a chuleria que o caracteriza, o empresário da construçom naval metido a político quijo impedir que fosse despregada umha faixa com as reivindicaçons operárias no interior do prédio da Cámara, umhas reivindicaçons tam simples e justas como exigir trabalho digno para umha comarca que já sofreu demasiadas reconversons.

A atitude chulesca do tenente de alcaide recebeu a resposta merecida, acabando no chao o líder de Independientes por Ferrol e ex-conselheiro da Indústria da Junta, Juan Fernández. A ira operária respostou a conhecida prepotência do ex-conselheiro de Indústria polo PP, fazendo-o arrolar polo chao do seu gabinete, que ficou de pernas para o ar.

Os trabalhadores e trabalhadoras exigem carga de trabalho para o estaleiro numha altura em que a construçom naval vive bons momentos a nível internacional e no entanto a Galiza continua imersa na crise.

Juan Fernández, conhecido polas suas fraudes à Fazenda e polos conflitos com os quadros de pessoal das suas empresas por se negar a pagar os salários, levou hoje um susto, reagindo posteriormente com acusaçons contra as trabalhadoras e os trabalhadores que o assustárom. Com ares elitistas, acusou os obreiros de "vulnerarem" a "protecçom municipal", acrescentando que "a democracia ficou interrompida neste concelho". Confundindo a sede municipal com umha das suas empresas, dixo que "a entrada do gabinete de um vereador é privada", acusando os operários e operárias de pretenderem "doutrinar" no interior do prédio. A secretária do tenente de alcaide manifestou que "nom há liberdade".

Também o Comité de Empresa de IZAR, de maneira inaudita, condenou a acçom dos obreiros e obreiras, igual que a televisom, que falou de "grupos de violentos do sindicato nacionalista CIG". É mais um capítulo do mundo ao contrário, segundo o qual os operários que luitam polo direito fundamental ao trabalho vulneram a democracia e atacam a liberdade. Um mundo ao contrário em que os supostos representantes do quadro de pessoal se coloca do lado da polícia, do empresário metido a político e da campanha mediática orquestrada para desprestigiar a justa luita operária.

Por nosso turno, fazemos público o apoio de Primeira Linha às justas reivindicaçons do quadro de pessoal de IZAR e das auxiliares. O de hoje pode ser, tal e como afirmou NÓS-UP no seu manifesto de apoio aos trabalhadores e trabalhadoras de IZAR, um primeiro passo para os obreiros ultrapassarem o pactismo de um Comité de Empresa empenhado em vender barata a derrota operária. Lembremos como, há poucas semanas, esse Comité pactuava com a polícia o respeito à visita do presidente espanhol ao estaleiro fenês, evitando assim que se tomassem medidas de pressom em defesa dos postos de trabalho numha comarca historicamente castigada por selvagens reconversons. Tal e como estám a fazer os operários de estaleiros como o de Cádis e Sevilha, na Andaluzia, o estaleiro galego só terá futuro se a classe obreira assumir a sua responsabilidade de luita por qualquer meio contra o patronato e os seus lacaios, os dirigentes sindicais vendidos ao capital.

 

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