Juiz exculpa empresários em Lugo: Justiça espanhola, a justiça dos patrons

8 de Fevereiro de 2004

Se a alguém ficavam dúvidas sobre o carácter político, e politicamente reaccionário, da Justiça que a classe trabalhadora galega padece, temos mais umha prova na mesma cidade, Lugo, onde na semana passada se condenou três sindicalistas a mais de onze anos de prisom por exercerem o seu direito à greve participando um piquete.

Desta vez, o juiz Francisco José Ruano Hernández ditou sentença favorável à cadeia de supermercados Cemar, acusada de ter pressionado um grupo de trabalhadoras da empresa para nom se apresentarem às eleiçons sindicais numha lista da CIG, como era a vontade delas. Afinal, as pressons patronais obrigárom à retirada da lista sindical nacionalista, e agora o citado juiz di que nom houvo delito na actuaçom empresarial.

Previamente, o árbitro designado pola Junta da Galiza tinha apreciado "claramente a intromissom da empersa no processo eleitoral, dirigindo, orientando e "recomendando" a reunúncia de certos candidatos". De forma que a fiscalia acabou por apresentar denúncia perante o Julgado de Primeira Instáncia e Instruçom número 4 de Lugo.

Porém, o juiz Francisco José Ruano acabou por exculpar a empresa, fazendo acrobacias argumentais como aquela em que afirma que "nom todo o ataque ao direito fundamental da liberdade sindical consagrado constitucionalmente é necessariamente delitivo".

Fica em evidência o compromisso da Justiça espanhola com a classe dominante, atacando o direito de greve e a liberdade sindical, dentro da vaga reaccionária de retrocessos em direitos sociais e laborais impulsionada polos aparelhos do Estado espanhol, com o PP como director de orquestra no Governo.

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