Mantenhem-se
os preconceitos tradicionais sobre o galego

4 de Março
de 2004
O boletim do
Serviço de Normalizaçom Lingüística da Universidade
de Compostela publica no seu último número as conclusons de
um estudo sociolingüístico atinente às atitudes da mocidade
galega a respeito do idioma do país.
Segundo o citado
estudo, realizado polo Seminário de Sociolingüística da
RAG, a juventude continua a associar o galego, nomeadamente se falado com
o sotaque próprio da nossa língua, com o atraso e a ruralidade,
bem como com as carências no sucesso social. O uso do galego continua
a ligar-se com piadas, fala informal, repartindo-se a comunidade lingüística
entre "pailáns" e "nacionalistas", segundo o tópico
em questom.
Estes dados contradim
a suposta normalizaçom das atitudes quanto a uso da língua própria
na Galiza, e fai-no no sector juvenil, supostamente alfabetizado em galego
e formado num sistema educativo em que o galego já tem algumha presença
formal e para além das funçons restritas tradicionais.
O galego continua
a ficar associado a profissons de baixo prestígio, ou entom com a Administraçom
e a docência, segundo este estudo denominado "o galego segundo
a mocidade. O uso da língua nacional por parte de pessoas urbanas,
que rompam com o esquema tradicional de falante rural e sem formaçom
causa rechaço em sectores importantes da juventude, nomeadamente se
se tratar de umha mulher. Contodo, a mocidade costuma reconhecer a identificaçom
identitária entre ser galego e falar galego, mas em geral nom se compromete
na defesa e identificaçom prática com essa identidade. Aliás,
é pior considerada a mudança ocasional de espanhol para galego
do que a mudança contrária.
Estamos portanto
ante mais umha manifestaçom dos resultados da política lingüística
aplicada polo poder espanhol imperante na Galiza, somada aos dados quantitativos
que confirmam o progressivo esmorecimento da nossa comunidade lingüística,
e que como tais devem ser tomados em conta polo movimento normalizador.