ADEGA critica a "irresponsabilidade" da possível instalaçom da planta de gás em Mugardos

3 de Janeiro de 2004

A Associaçom para a Defesa Ecológica da Galiza, ADEGA, fijo público o seu rejeitamento à possível construçom de umha planta regasificadora no interior da Ria de Ferrol, no Concelho de Mugardos. A entidade ecologista afirmou em comunicado que o projecto "implicaria riscos inaceitáveis para o ambiente e para a integridade física da populaçom que vive no contorno da Ria ferrolana".

ADEGA, que coincide com a posiçom da esquerda independentista nesta questom, denunciou também que a eleiçom de Mugardos para a instalaçom da planta de REGANOSA "supom antepor os interesses privados do Grupo Tojeiro e do resto de empresas que formam REGANOSA à segurança da populaçom e à defesa do ambiente".

No seu comunicado, a entidade ecologista lembra também as irregularidades que venhem envolvendo o projecto e a impunidade com que agem os seus promotores. Entre elas, cita a situaçom prevista, a 100 metros de Meá (Mugardos) e a um quilómetro da cidade de Ferrol, o que vulnera o Regulamento de Actividades Molestas, Insalubres, Nocivas e Perigosas em vigor. Esta normativa obriga a manter umha distáncia de 2000 metros entre esse tipo de projectos e os núcleos de populaçom mais próximos.

ADEGA denuncia também o recheio de 120.000 m2 em Ponta Promontoiro, realizado polo Grupo Tojeiro, destinado à instalaçom da planta. O recheio excede em 30.000 m2
o autorizado, e foi realizado com resíduos tóxicos e perigosos procedentes de Forestal del Atlántico (empresa do Grupo Tojeiro). Esses resíduos deviam ter sido objecto de um tratamento especial em lugar de destinar-se directamente a tal fim.

O projecto em questom foi submetido a um processo de Avaliaçom de Efeitos Ambientais, quando pola sua natureza devia ter sido objecto de um proceso de Avaliaçom de Impacto Ambiental, formalmente diferente em funçom dos riscos que comporta.

A entidade ecologista lembra que a Sociedade Galega de História Natural (SGHN), o Comité de Defesa das Rias Altas (CDRA), o Comité Cidadao de Emergência contra a Instalaçom da Planta de Gás em Mugardos e a própria ADEGA, realizárom umha denúncia ante a Uniom Europeia, que abriu um procedimento de infracçom contra o Estado espanhol pola vulneraçom das directivas relativas à avaliaçom de impacto ambiental e ao controlo de riscos inerentes a acidentes graves em que intervenhem substáncias perigosas, como seria o caso da planta de REGANOSA em Mugardos.

Para além de todo o anterior, umha parte do gás produzido na planta seria utilizado como combustível na produçom de electricidade nas futuras centrais de ciclo combinado a gás natural de Sabom (Unión Fenosa) e das Pontes (Endesa). Desse modo, contribuiria para aumentar o nível de poluiçom de ambas centrais, nomeadamente no caso das Pontes, cuja central é considerada a maior factoria de mudança climática do Estado espanhol e será-o mais ainda quando se verificar a construçom da central de ciclo combinado.

ADEGA entra assim em contradiçom com organizaçons do nacionalismo institucional como som o BNG e a CIG, que se tenhem pronunciado publicamente a favor de um projecto tam agressivo e perigoso para a comarca de Trasancos como é a planta de gás de REGANOSA.

Mais informaçom sobre o tema:

BNG insiste em reclamar umha planta de gás no interior da Ria de Ferrol (+...)

A CIG também contra a Ria de Ferrol: agora defende a planta de gás em Mugardos (+...)

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