As forças ocupantes do Iraque reconhecem a relaçom "só marginal" de Hussein com a resistência, o que garante a continuidade da luita


15 de Dezembro de 2003

Diversos mandos das forças imperialistas ocupantes do Iraque reconhecêrom que o seqüestro de Saddam Hussein por parte do exército ianque nom fará desaparecer a resistência, umha vez que o ex-líder do Estado iraquiano tinha apenas relaçom marginal com as forças patrióticas que defendem a soberania do país.

O ritmo actual de acçons armadas da resistência é de vinte por dia, segundo reconhece o comando invasor. Estende-se o rechaço à invasom e o ódio às forças ocupantes. A captura ilegal de Hussein contribui para confirmar a impunidade com que agem umhas forças armadas sem qualquer legitimidade para ocupar o território iraquiano, para além do que Saddam poda representar para cada qual.

No mesmo dia da queda de Saddam, umha acçom armada da resistência contra umha esquadra policial da capital fijo 18 mortes e 30 pessoas feridas, a maior parte polícias sipaios. Horas depois do anúncio da queda de Hussein, várias explosons se ouvírom na capital. Entre elas, a de um carro armadilhado diante do Hotel Palestina, sede do imperialismo.

Contra as previsons do Pentágono, a captura de Saddam Hussein nom provocou qualquer júbilo massivo. Os media pró-imperialistas apenas pudérom gravar pequenos grupos a festejar a acçom imperialista. O que sim se demonstra é que as instituiçons tribais da área de Tikrit ajudárom Saddam a ocultar-se das forças ocupantes durante estes meses.

Sem dúvida, a realidade nom demorará a desmentir as falácias do presidente espanhol, José María Aznar, que afirmou que "caiu o principal obstáculo para a paz e a reconstruçom do Iraque, responsável por milhons de mortes". Para além do exagero, esquece intencionalmente Aznar que a maior parte dos crimes de que efectivamente é responsável Saddam fôrom apoiados e financiados com dinheiro da Casa Branca, quando o líder iraquiano era aliado dos EUA na zona face ao Irám a ao povo curdo.

O golpe publicitário nom conseguirá impor-se à realidade da resistência nacional de um povo frente à coligaçom genocida em que participa activamente o Estado espanhol. Do mesmo jeito que a morte de Dudajev, primeiro líder independentista checheno, nom detivo o desenvolvimento da guerrilha chechena, também neste caso a resistência patriótica demonstrará que a sua natureza vai muito para além da figura do último líder do Estado iraquiano soberano. O Iraque continua a ocupar a vanguarda da luita anti-imperialista nestes inícios caóticos do século XXI, num planeta sob domínio capitalista.

 

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