Fenosa continua a agredir os rios galegos com o apoio da Junta

21 de Janeiro

A multinacional Unión Fenosa conta com o apoio da Junta da Galiza na sua estratégia de construçom indiscriminada de minicentrais hidroeléctricas num país que, como o nosso, tem sido excedentário nas últimas décadas na produçom dessa energia entre 30 e 40% e que num futuro imediato terá um excedente de 100%, segundo cálculos do Instituto Energético da Galiza (INEGA).

A Administraçom autonómica dá via livre para que Fenosa construa seis novas barragens no rio Ulha, o que acabará com este rio rico em salmom e onde até agora se praticavam todo o tipo de desportos aquáticos. A Coordenadora Galega para a Defesa dos Rios (COGADER) denunciou como a Junta recorre a umha concessom de 1962 para justificar a cessom a Fenosa da exploraçom dos rios galegos, dando assim validade jurídica a um decreto franquista mais de quarenta anos depois.

As ameaças nom ficam por aí. A chamada barragem de Narla, proposta polo Plano Hidrológico Norte I e apoiado pola Deputaçom de Lugo, degradará uma zona em princípio proposta para a rede natura 2000, a de Parga-Ladra-Támoga. A própria Unión Fenosa prevê o chamado "aproveitamento integral" da bacia do rio Leres para este mesmo ano, o que confirma umha estratégia altamente destrutiva da riqueza natural dos rios galegos por parte de multinacionais e empresas privadas com o apoio incondicional da Junta da Galiza.

A nossa naçom é já a primeira potência exportadora de energia eléctrica no Estado espanhol, sem que os benefícios fiquem na própria Galiza, servindo unicamente para gerar lucro a Fenosa e companhia.

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