A reitoria da Universidade de Vigo, contra o património toponímico galego


23 de Novembro de 2003

A equipa reitoral que preside Domingo do Campo Amoedo protagonizou umha nova agressom contra o património cultural e lingüístico galego com motivo da urbanizaçom da área viguesa em que se alargou a cidade universitária. Na hora de nomear oficialmente as novas ruas e praças resultantes das reformas na zona, fôrom eliminados por completo os nomes tradicionais ou microtoponímia, substituindo-os por nomes tipo "rua Enric Miralles", "rua Maxwell" ou "rua Júlio Verne".

Os nomes históricos permanecem ainda vivos entre a vizinhança do lugar, o que torna inaudíta a determinaçom da reitoria da Universidade viguesa no seu intuito de fazer desaparecer nomes como "monte da Cumieira", "caminho dos Arrieiros, "Cham do Valo", ou "fonte das Abelheiras", todos eles pertencentes à paróquia de Zamáns e como tais existentes muito antes de o novo Átila, o reitor Domingo do Campo, ter nascido.

Mais umha vez, fica a nu a funçom espanholizadora das instituiçons universitárias actualmente existentes na Galiza, todas elas em poder das forças fácticas mais espanholistas.

Neste caso, dá-se a circunstáncia de a Universidade de Vigo ter assinado umha declaraçom de reconhecimento do valor patrimonial da toponímia, como herdo cultural das geraçons anteriores, e o compromisso de adoptar medidas para a sua conservaçom. Entre elas, citava-se evitar batizar com topónimos honoríficos lugares que já tinham nome próprio e tradicional, como acontece no caso que citamos.

Esperamos que a comunidade universitária viguesa tome medidas para evitar que a equipa reitoral leve a melhor sobre o nosso património cultural, que em todo o caso é diariamente agredido em forma de espanholizaçom através da docência e outros serviços universitários.

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Domingo do Campo Amoedo, principal responsável por esta nova agressom ao património cultural e lingüístico galego