18 dias depois, o ministro espanhol do Interior reconhece que a ETA nom tivo relaçom com o 11-M

29 de Março de 2004

Tivérom que transcorrer 18 dias para que Ángel Acebes, ministro do Interior espanhol do Partido Popular, reconhecesse finalmente a falsidade das suas acusaçons infundadas contra a organizaçom armada independentista basca ETA, em relaçom com os ataques islamistas contra a capital espanhola.

Foi numha entrevista no jornal da extrema direita espanhola ABC, que o ministro respondeu a pergunta "Há hoje qualquer indício que ligue os atentados à ETA?"; Acebes respondeu: "Na investigaçom, nom". Deste jeito, o integrista católico e ministro do Interior espanhol, Ángel Acebes, reconhece a falsidade da sua afirmaçom inicial: "a autoria é da ETA, sem nengumha dúvida" e da sua acusaçom de "espalhar confusom" contra quem já no dia 11 negavam que pudesse atribuir-se à organizaçom armada basca. Lembremos também que insultou chamando "miseráveis" quem ousavam pôr em questom a versom oficial.

Após a eleiçons do dia 14, Acebes e o Governo deixárom de fazer comparecências públicas para "informar" sobre a evoluçom das pesquisas, com o qual oficialmente continuava "aberta" umha via de investigaçom sobre a autoria da ETA, sendo inclusive "prioritária", e só 18 dias depois dos ataques é descartada polos inventores de semelhante infúndio.

Contodo, Acebes confirma que "nom lamenta nada" no referente à política governamental no atinente ao 11-M, o que se contradi com o pedido oficial de desculpa do embaixador espanhol na ONU, umha vez que a sua campanha anti-basca o conduziu a promover um comunicado de condena contra a ETA no organismo internacional que acabou por perder qualquer validade e rigor. Foi a primeira vez que as Naçons Unidas emitiam um comunicado semelhante, em que se acusava sem provas umha organizaçom que nom tinha relaçom com as 190 mortes do dia 11 de Março em Madrid.

 

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