Crónica da IV Assembleia Nacional de AGIR. Golpe a golpe construindo a nossa alternativa

20 de Maio de 2004

No passado 15 de Maio decorreu a IV AN da organizaçom revolucionária do estudantado da esquerda independentista, sob a legenda "Golpe a golpe construindo a nossa alternativa", na capital da Galiza, prolongando-se o acto ao longo de toda a jornada do sábado.

A organizaçom demonstrou lá a madurez que adquiriu estes anos de luita e a forte coesom entre a militáncia que desde a pluralidade deu lugar à análise e ao debate, aprovando com umha amplíssima maioria o Informe de Gestom do Conselho Nacional e o conjunto das teses.

As principais novidades dérom-se na tese política, de certa urgência após a recente mudança de governo de Março. Para isto, fijo-se umha análise do ensino, desde a morte de franco, passando polo primeiro governo do PSOE e depois do PP, até a queda deste em favor de novo da social-democracia.

AGIR deu grande importáncia ao facto de nom se poder explicar a derrota eleitoral do PP sem levarmos em conta os protestos contra as reformas espanholistas, capitalistas e patriarcais no ensino, polo movimento em contra da maré negra e a invasom do Afeganistám e o Iraque -em que AGIR cumpriu um papel fulcral, obtendo um protagonismo destacado no caso da LOU-, além das acçons armadas levadas a cabo em Madrid pola resistência árabe.

Embora AGIR nom tivesse participado na luita estudantil até a chegada ao governo espanhol do PP, nom pudo deixar de analisar e ser crítica com o que o primeiro governo do PSOE significou para o ensino, o que nos fai compreender que a nova conjuntura é um novo cenário de luita, e daí o repto que AGIR se marca para combater a social-democracia, daí, pois, a necessidade de construir umha alternativa forte que faga com que aflorem as contradiçons do PSOE que utiliza o ensino “como um dos pilares básicos na manutençom e perpetuaçom do actual sistema político, económico e social”. O novo cenário dá-se precisamente dessas contradiçons, desse “fio preto que o une ao projecto do Partido Popular” embora o seu discurso nom seja tam agressivo.

O anterior demonstra-se enquanto que o novo governo espanhol nom tem pensado fazer mudanças significativas a respeito das reformas que o PP tinha introduzido; todo aponta para que nom se darám mudanças nas questons mais polémicas: religiom, supressom dos conselhos escolares…

Após o debate das teses as delegaçons convidadas de NÓS-Unidade Popular, Primeira Linha, AMI, Piratas da Ria, AGAL e a Gentalha do Pichel brindárom umha calorosa saudaçom e ánimos para que a nossa organizaçom vaia avante nesta a construçom da nossa alternativa.

Depois, lêrom-se resoluçons aprovadas em apoio à candidatura de NÓS-UP às Eleiçons europeias do 13 de Junho, à convocatória da próxima mobilizaçom da Marcha Mundial das Mulheres em Vigo, à primeira convocatória unitária de manifestaçom polo reintegracionismo em 16 de Maio, contra a repressom que tenhem sofrido nestes últimos messes sindicalistas da CIG e independentistas, ao anti-imperialismo, e contra o encerramento da residência do Monte do Gozo em Compostela.

A seguir, foi proclamado o Conselho Nacional previamente eleito e conformado por Daniel Lourenço, Rute Cortiço, Sérgio Pinheiro, Diego Bernal, Iago Barros e Alexandre Rios, a quem se somarám a Responsável Nacional da Mulher e @s responsáveis locais, donde sairá um importante equilíbrio entre homens e mulheres.

Entre gritos de independência e Galiza ceive após cantar os hinos da organizaçom como emotivo ramo, foi encerrado o acto.


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