Exército e paramilitares colombianos matam dezenas de camponeses num operativo contrainsurgente

31 de Maio de 2004

O exército colombiano desenvolveu nos últimos dias umha ofensiva de castigo chamada "Operaçom Borrasca I", em mais de 30 localidades rurais do departamento colombiano de Arauca, cometendo assassínios, violaçons, detençons massivas, registos e destruiçom de vivendas.

Diversas brigadas e batalhons do exército colombiano protagonizam a operaçom, que está a provocar a fugida massiva de famílias. 200 paramilitares de extrema direita, financiados polo Estado para combaterem a insurgência marxista das FARC, participam no operativo, tendo matado nestes dias mais de vinte camponeses indefesos, arrancando-lhes os olhos e a língua. Também os militares protagonizárom degolamentos de inocentes nas aldeias araucanas, com a impunidade de representarem o Estado colombiano.

Todos esses crimes cometidos por forças ilegais que deveriam estar sendo desmobilizadas, segundo os pactos políticos assinados polo governo do presidente Álvaro Uribe, estám ocorrendo sob a protecçom das forças oficiais. "Como em denúncias anteriores dos habitantes da zona, os paramilitares que utilizam braçadeiras das Autodefesas Unidas da Colômbia estám recebendo protecçom dentro das operaçons realizadas pola tropa que assegura a área para que os "paras" (paramilitares) promovam os crimes de lesa-humanidade e podam bater em retirada sem ser "detectados" pola tropa, segundo denunciárom colectivos colombianos defensores dos direitos humanos.

Em concreto, as organizaçons de direitos humanos que informárom destes factos som: Minga, Colectivo de Advogados José Alvear Restrepo, Humanidade Vigente Corporaçom Jurídica, Rede de Comunidades em Ruptura e Resistência (Recorre), Associaçom Campesina de Arauca (ACA) e Comité de Direitos Humanos Joel Sierra. Todas elas pedem a imediata presença de umha comissom de verificaçom internacional em Arauca para investigar os crimes.

 

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Álvaro Uribe e George W. Bush, dous chefes de Estado envolvidos em massacres de populaçons civis, colaboram no combate à guerrilha marxista das Forças Revolucionárias da Colômbia (FARC) com todo o tipo de meios, incluído o financiamento de paramilitares de extrema direita.