Cruzamento de acusaçons entre BNG e ERC por causa das próximas Eleiçons europeias

8 de Abril de 2004

BNG e ERC protagonizárom um confronto de declaraçons em relaçom com a negativa de Esquerra Republicana de Catalunya à proposta de se integrar na coligaçom que formarám BNG-CiU-PNB-PSM-BNV para concorrer às Eleiçons europeias.

Ante a fraqueza demonstrada polo nacional-autonomismo galego nas recentes eleiçons espanholas, o BNG optou desta vez por romper a sua histórica concorrência em solitário às Eleiçons europeias, apresentando-se coligado com os seus "sócios" da Declaraçom de Barcelona, as direitistas e regionalistas CiU e PNB. Desse jeito, o BNG pretende assegurar a sua presença no Parlamento europeu, objectivo bem difícil se se apresentasse em solitário. A intençom do BNG era que as formaçons social-democratas basca (EA) e catalá (ERC) aderissem também à coligaçom, pretendendo assim convertê-la na terceira força eleitoral do Estado. Porém, ERC recusou o convite por meio do seu secretário geral, Carod Rovira, quem afirmou que, sendo ERC umha força "progressista e de esquerdas", nom podia apresentar-se numha coligaçom, a formada por BNG, CiU e PNB, que nom reflecte essa "sensibilidade política". ERC concorrerá portanto coligada com o seu "partido irmao" no País Basco, Eusko Alkartasuna.

Por seu turno, o deputado de ERC no Congresso espanhol e porta-voz do grupo parlamentar, Joan Puigcercós, afirmou também que a decisom do BNG vai contra as bases do Bloque, que nom entendem que este se coligue com CiU. Também afirmou que a Declaraçom de Barcelona está morta e "ultrapassada", lembrando o seu carácter "excluente", ao ter no passado descartado a participaçom de organizaçons como a própria ERC e limitar-se às direitas basca e catalá, juntamente com o próprio BNG, de resto cada vez mais claro aspirante a direita galega.

O BNG, que até há bem pouco olhava por cima do ombro a "minoritária" ERC, fica agora embirrado por nom ter recebido nem resposta formal da organizaçom republicana catalá. Em comunicado público, respondeu as declaraçons dos representantes cataláns afirmando que a resposta negativa era "partidista", ao tempo que rejeitou o que qualificou como "ingerência nos assuntos internos doutros países", confundindo mais umha vez os "assuntos internos" do Bloque com os assuntos internos da Galiza.

O sector hegemónico no BNG tem mostrado na história recente pouco aprécio por ERC, criticando a sua coligaçom com o PSOE (apesar de ser a mesma aliança aplicada polo BNG na Galiza), atacando-a aquando das conversas Carod-ETA e acusando-a de "pouco nacionalista". As preferências da UPG e outros sectores afins no interior do Bloque dirigem-se claramente, no caso catalám, à potente burguesia que sustenta CiU, por supostamentes ser esta "mais nacionalista".

 

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